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10 Coisas ‘Espirituais’ que as pessoas fazem../ 10 “Spiritual” Things People Do..

Updated: Jul 3, 2019

... que são uma total besteira!

By consciousreminder(traduzido por mim, Tati)


Ninguém nunca me disse que ‘espiritualidade’ poderia ser uma armadilha de auto sabotagem do ego.

Eu passei uns 3 anos a ler sobre ensinamentos espirituais e incorporando-os a minha vida mesmo antes de aprender que ‘espiritualidade’ tem um lado sombrio.

Óbvio que fui pega de surpresa. Me senti meio que traída.

Como algo que parecia tão puro e bom pode ser prejudicial?

A resposta tem a ver com algo que os psicólogos chamam de escape, ou fuga espiritual. No início dos anos 80, o psicólogo John Welwood criou o termo ‘Spiritual bypassing’ para se referir ao uso de práticas e crenças espirituais para evitar o enfrentamento de sentimentos desconfortáveis, feridas não resolvidas e e necessidades emocionais e psicológicas fundamentais. De acordo com o psicoterapeuta integral Robert Augustus Masters, o escape espiritual nos faz retirarmo-nos de nós e dos outros, escondendo-nos atrás de um tipo de véu espiritual de práticas e crenças metafísicas. Ele diz que ‘não só nos distancia de nossa dor e dificuldades pessoais, mas também de nossa espiritualidade autêntica, nos mantendo num limbo metafísico, uma zona de bondade e superficialidade exagerada’.

Percepções dolorosas: o meu próprio escape espiritual

No livro de Robert August Master, Spiritual Bypassing: quando a espiritualidade nos desconecta do que realmente importa, ele escreve:

“Aspectos do escape espiritual incluem desapego exagerado, entorpecimento e repressão emocional, ênfase exagerada no positivo, fobia da raiva, compaixão cega ou excessivamente tolerante, limites fracos ou porosos demais, desenvolvimento assimétrico (inteligência cognitiva geralmente bem a frente das inteligências emocional e moral), discernimento debilitado sobre a negatividade ou lado sombra de alguém, desvalorização do pessoal em relação ao espiritual, e ilusões sobre ter chegado a um alto nível do Ser. ”

Eu encontrei o conceito de escape espiritual pela primeira vez no trabalho de Master. Embora eu estivesse relutante em admitir, eu soube de imediato que em algum nível este conceito se aplicava a mim.

Conforme eu continuei a refletir sobre o escape espiritual, eu notei mais e mais aspectos sombra da espiritualidade, e percebi que eu estive, sem saber, utilizando vários deles em uma hora ou outra.

Apesar de dolorosas, estas foram algumas das mais importantes percepções que já tive. Elas me ajudaram a parar de usar uma forma deformada de ‘espiritualidade’ como um levantador de ego e a começar a ter maior responsabilidade para lidar com minhas necessidades psicológicas e as questões que surgem na minha vida.

10 Coisas ‘espirituais’ que pessoas fazem que sabotam seu crescimento

A melhor maneira de entender o escape espiritual é através de exemplos, então agora, é hora de um pouco de amor valente.

Vou entrar em detalhes, para descrever 10 tendências sombrias específicas de pessoas espirituais.

Cuidado: Algumas delas podem bater bem perto de casa.

Lembre: Você não precisa se sentir envergonhadx para admitir que alguns dos itens da lista se aplicam a você. Eu suspeito que alguns deles se aplicam, ou se aplicaram, a todos que já tiveram interesse em espiritualidade. A maioria deles se aplicaram a mim em um ponto ou outro, e alguns ainda estou trabalhando.

O objetivo não é julgar, mas aumentar a auto-cosciência para ir em direção a uma espiritualidade mais honesta, empoderadora e útil. ‘Vambora!’


1. Participar de atividades ‘espirituais’ para sentir-se superior a outras pessoas.

Este talvez seja o aspecto-sombra mais penetrante da espiritualidade, e tem várias formas. Algumas pessoas sentem-se superiores porque leem Alan Watts. Ou porque vão de bicicleta pro trabalho. Ou evitam ver TV. Ou porque tem uma dieta vegetariana. Ou porque usam cristais. Ou porque visitam templos. Ou porque praticam yoga ou meditação. Ou porque tomam psicodélicos.

Observem que não estou dizendo nada sobre o valor de participar dessas atividades. Eu amo Alan Watts e acredito que a meditação é muito benéfica. O que estou dizendo é que é alarmantemente fácil permitir que suas ideias e práticas espirituais se tornem uma armadilha do ego – acreditar que você é tão melhor e iluminado que todas aquelas outras ‘ovelhas’ porque está fazendo todas essas coisas ‘despertas’ radicais. No fim das contas, essa atitude ‘espiritual’ não é melhor do que acreditar que você é melhor que o outro por ser um democrata ou um fã dos Lakers. Essa disfunção, na verdade, inibe a espiritualidade genuína nos fazendo focar em ser mais que o outro, do que cultivar um senso de conexão com o cosmos e sentir a maravilha poética na sublime grandeza da existência.


2. Usar a ‘espiritualidade como justificativa por falhar em assumir a responsabilidade das próprias ações.

O ponto essencial é que é muito fácil fazer de certos mantras ou ideias, justificativas para ser irresponsável ou instável.

‘É o que é.’ Ou ‘ O Universo já é perfeito.’ Ou ‘ Tudo acontece por uma razão.’ Todos podem funcionar como excelentes justificativas para nunca fazer muito de nada e nunca examinar de fato os próprios comportamentos e atitudes.Não estou comentando sobre a verdade ou não-verdade das afirmações acimas. Só estou dizendo que se você está frequentemente horas atrasado para compromissos, se você frequentemente negligencia seus relacionamentos íntimos, e seus colegas de quarto/apto não podem contar com você para pagar o aluguel, você poderia querer parar de dizer para si mesmo, ‘E daí cara, a realidade é uma ilusão mesmo…’ e começar a se tornar alguém em/com quem se pode confiar/contar.

De forma semelhante, é surpreendemente fácil enganar a si mesmo ao pensar que toda vez que alguém tem um problema com o seu comportamento, é porque essa pessoa ‘não está honrando a minha verdade’ ou ‘precisa crescer espiritualmente’. É bem mais difícil reconhecer os momentos em que agimos impetuosamente, de forma egoísta ou sem pensar e causamos sofrimento a alguém. É bem mais difícil admitir que estamos muito longe da perfeição, e que crescimento e aprendizado são processos que não tem fim.


3. Adotar novos hobbies, interesses, e crenças simplesmente porque são a última moda ‘espiritual’.

Seres humanos querem se encaixar em algum lugar. Todos temos uma necessidade profunda de sentir que pertencemos. E formamos grupos de todos os tipos para satisfazer essa necessidade. Espiritualidade é uma área de interesse em que pessoas formam todo tipo de grupo. Isso é potencialmente ótimo, mas também tem seu aspecto sombrio.

Para muitas pessoas, ‘espiritualidade’ é um pouco mais do que algo com o quadril com que muitas pessoas parecem se importar. Essas pessoas tem a ideia de que querem pular no vagão da banda espiritual, então começam a praticar yoga, a usar itens da moda New age, ir a festivais de música, a beber ayahuasca, etc., e dizem para si mesmos que isso os faz ‘espirituais’. Esses ‘seguidores espirituais’ diluem o significado do questionamento espiritual genuíno, a contemplação, a experiência e percepção/realização. Eles também, em minha experiência, tendem a ser a pessoa ‘espiritual’ que está usando a ‘espiritualidade’ como uma razão para se sentir superior aos outros.


4. Julgar outros por expressarem sua raiva ou outras emoções fortes, mesmo quando é necessário que se o faça.

Esse foi um dos primeiros padrões que notei em mim após ter contato com o escape espiritual. Eu percebi que quando pessoas ficavam chateadas comigo ou com raiva, minha resposta era dizer coisas tipo: ‘Ficar nervosx não ajuda nada.’ ou ‘ Eu sinto que teremos menos problemas se permanecermos calmos’. Internamente, eu julgaria a outra pessoa, silenciosamente, pensando, ‘Se elx fosse mais esclarecidx (iluminadx), poderíamos evitar esse drama’. Em muitas situações, este foi o meu jeito de evitar questões profundas que precisavam ser atendidas.

Quando você se interessa por espiritualidade, uma das primeiras citações que você provavelmente encontra é: ‘ Segurar-se à raiva é como apertar um carvão quente na intensão de machucar outra pessoa; você é quem termina por se queimar’.

Essa citação é comumente mal atribuída a Buddha, embora seja, na verdade, uma paráfrase de uma afirmação feita por Buddhaghosa no século V. O ponto sutil dela é que não deveríamos nos apegar a raiva; nós devemos sentí-la, expressá-la se necessário, e então deixá-la ir. No entanto, é muito fácil para um leigo presumir que isso significa que a raiva, de qualquer forma, é um sinal de que alguém é insensato, não-espiritual. Isso não é verdade. A Raiva é uma emoção humana natural e uma resposta perfeitamente justificável em muitas situações. Com frequência, a raiva é um indicador de que há questões sérias que precisam ser aceitas ou admitidas dentro de si ou dentro de relacionamentos.

Ironicamente, muitas pessoas ‘espirituais’ reprimem todas as emoções ‘não-espirituais’ e artificialmente aumentam as emoções e atos ‘espirituais’ como compaixão, bondade e equanimidade. Isso leva a inautenticidade. A pessoa se esforça constantemente para mostrar-se calma, gentil, boa, e em um estado de paz perpétua, e eventualmente termina parecendo e sentindo-se uma fraude.


5.  Usar a ‘espiritualidade’ como justificativa para uso excessivo de droga.

Muitas pessoas, eu também, acreditam que drogas psicodélicas podem ocasionar experiências místicas e aumentar espiritualidade (secular). Tudo bem, mas algumas pessoas levam isso muito a fundo e longe, usando isso como um meio de racionalizar padrões auto-destrutivos de uso de droga e cegarem-se para os lados escuros de várias substâncias.

Nos casos mais extremos, pessoas ‘espirituais’ acabam realizando ‘cerimônias de maconha’ durante todas as suas horas acordadas; tomando psicodélicos muito frequentemente ou em locais, situações que não cabe; e negam completamente que essas substâncias tenham qualquer efeito negativo. Agora, ‘AltaExistência’ tende a ser a favor de psicodélicos, mas deixa eu te falar a real: Psicodélicos, incluindo a cannabis, tem um lado escuro preciso. Se você é irresponsável ou simplesmente tem falta de sorte, psicodélicos fortes tipo LSD ou cogumelos podem gerar experiências traumáticas com consequências negativas de longa duração. E a cannabis, um psicodélico suave, é uma droga sedutora formadora de hábitos que vai sutilmente turvar sua mente e destruir sua motivação se usá-la demais, e com muita frequência. Respeite as substâncias, e utilize-as de forma inteligente.


6. Super enfatizar ‘positividade’ para evitar olhar os problemas em suas vidas e no mundo.

‘Apenas seja positivo!’ é frequentemente usado como um mecanismo de desvio por pessoas ‘espirituais’ que preferem não fazer o trabalho difícil de confrontar suas próprias questões internas, feridas, e baús, deixa pra lá os problemas do mundo. O movimento da ‘positividade’ explodiu na cultura ocidental nos últimos anos. A internet está fluindo demais com esses memes infindáveis e artigos repetindo as mesmas mensagens vazias: ‘Pense positivo!’ ‘Basta ser positivo!’ ‘Não foque no negativo!’

Apesar de certamente haver valor em cultivar gratidão pelas muitas maravilhas da experiência humana, esse movimento parece negligenciar algo crucial: Os aspectos sombrios da vida não desaparecem, simplesmente por serem ignorados. Na verdade, muitos problemas em nossas vidas individuais e em escala global somente parecem piorar ou tornar-se mais complexos quando são ignorados. Da mesma forma que pareceria absurdo dizer a um viciado em heroína ‘Somente pense positivo!’ como uma solução para o problema dele, é absurdo acreditar que pensamento positivo oferece qualquer tipo de solução para as grandes questões globais como a mudança climática, pobreza, indústria agropecuária, e riscos existenciais.

Não quero dizer que devemos levar os problemas do mundo nos ombros e sentirmo-nos merdas por isso o tempo todo. É saudável reconhecer e sentir-se otimista sobre o fato de que de muitas maneiras importantes, o mundo está melhorando. No entanto, precisamos balancear esse otimismo com uma vontade de confrontar questões reais em nossas vidas pessoais, nossas comunidades, nosso mundo.


7. Reprimir emoções desagradáveis que não encaixam na auto-narrativa ‘espiritual’.

‘De jeito nenhum, não posso estar deprimido ou solitário, ou assustado ou ansioso. Eu amo demais a vida, e sou muito [Zen, sábio, iluminado] para permitir que isso aconteça.’

Eu entrei neste tópico quando me mudei para a Coreia do Sul para ser professora de inglês por um ano. Eu pensei ter cultivado uma calma imperturbável, uma habilidade Lao Tzu de simplesmente ‘ir com o fluxo’ e flutuar, por cima das ondas do destino que sobem e descem.

Então eu experimentei um choque cultural, uma solidão arrebatadora, uma saudade aguda, e tive que admitir para mim mesma que não era uma mestre zen no fim das contas.Ou em vez disso, eu tive que perceber que a habilidade de ‘ir com o fluxo’ e aceitar o que quer que esteja acontecendo é perenemente valioso, mas que algumas vezes isso vai significar aceitar que você se sinta como uma pilha quente de merda.

É fácil iludir alguém a acreditar que espiritualidade vai fazer a vida parecer um infindável sobrevoar as nuvens, mas na prática, não é o caso. A vida ainda é cheia de sofrimento, e para realmente crescermos e aprendermos com as experiências, precisamos ser honestos conosco sobre o que sentimos e nos permitir sentir por inteiro. No meu caso, minha vontade de ser sempre ‘zen’, ‘ir com o fluxo’ e projetar uma imagem de paz interna para mim e para os outros me impediu de ver a verdade de várias situações e experiências e de assumir a responsabilidade de lidar com elas.


8. Sentir profunda aversão e auto aversão quando confrontados pelo seu lado sombra.

Notei isso em mim bem rápido após aprender sobre o escape espiritual. Vi que minha imagem narcísica como pessoa sábia que tinha alcançado percepções mais ‘altas’ estava causando uma quantia ridícula de dissonância cognitiva. Eu me julgava severamente, e sentia uma culpa gigantesca e arrebatadora sobre qualquer decisão menos virtuosa.

Quando você se interessa pela espiritualidade, é fácil idolatrar pessoas como Buddha ou o Dalai Lama, e crer que essas pessoas são Humanos perfeitos que sempre agem com completa consciência e compaixão. Na verdade, quase certamente, não é o caso. Mesmo que seja verdade que alguns humanos alcançam um nível de percepção/realização no qual sustentam a ‘ação correta’ em todas as circunstâncias, precisamos reconhecer que tal capacidade é reservada para alguns. Eu, particularmente, suspeito que isso não existe.

Na real, somos todos humanos que falham, e todos nós cometeremos erros.O convés está empilhado contra nós. É virtualmente impossível viver, mesmo algumas semanas, de uma vida de adulto sem cometer algum erro, mesmo que pequeninos. Ao longo dos anos, haverá erros maiores. Acontece com todos nós, e está tudo bem. Perdoe-se. Tudo o que você pode fazer é aprender com seus erros e esforçar-se para fazer melhor no futuro.

Apenas lembre-se: Paradoxalmente, a aparente lição espiritual do auto perdão pode ser especialmente difícil de internalizar. Ensinamentos espirituais podem levar a ideais estratosféricos que resultam em imensa culpa e auto-aversão quando há falha em viver de acordo com eles. Esta é uma importante razão do porquê é tão comum para pessoas ‘espirituais’ recusar resposabilidade – porque ser honesto com suas deficiências seria muito doloroso. Ironicamente, temos de ser honestos conosco sobre nossos erros para aprender com eles e evoluir para versões de nós mesmos mais atentos, conscientes e compassivos. Só lembre: Você é somente humano. Está tudo bem cometer erros. Sério. Tá tudo bem. Mas admita para si mesmx quando cometeu um erro e aprenda com isso.


9. Se encontrar em situações ruins devido a excessiva tolerância e recusa em diferenciar pessoas.

Essa sou eu, 100%. Por um longo período, adotei seriamente a ideia que todo ser humano merece compaixão e bondade. Eu não discordo dessa ideia hoje em dia, mas percebi que há inúmeras situações em que outras considerações devem prevalecer, temporariamente, sobre meu desejo de tratar todo ser humano compassivamente.

Em diversos países estrangeiros, me encontrei em situações potencialmente ameaçadoras porque eu estava confiando demais em pessoas que não conhecia ou sendo boa demais com pessoas que eu devia ter reconhecido com caráter desonesto, sombrio. Por sorte, nunca fui machucada nessas situações, mas fui roubada e enganada muitas vezes. Em cada caso, eu queria acreditar que as pessoas com quem eu estava interagindo eram ‘boas’ pessoas de coração e que me tratariam com bondade se eu fizesse o mesmo. Essa linha de pensamento era terrivelmente ingênua, e eu ainda estou tentando me recondicionar a entender que em certos contextos, ser calorosa não é a resposta.

O fato triste é que embora você possa ser isolado disso, a luta por sobrevivência ainda é bem real para um vasto número de pessoas neste planeta. Muitos cresceram na pobreza, rodeados pelo crime, e aprenderam que o único jeito de sobreviver é agir em cima da fraqueza. A maioria das pessoas no mundo parecem não ter essa mentalidade,mas se você se achar em uma cidade ou país onde a pobreza prevalece, algumas precauções básicas, de senso comum podem ser levadas em conta:

1. Não ande sozinhx em qualquer lugar depois de escurecer.

2. Tente ficar longe de áreas desertas.

3. Não parar para conversar com pessoas que tentam te vender coisas.

4. Diferencie as pessoas; permita-se saber que está tudo bem confiar no mecanismo de combinar padrões altamente desenvolvido do seu cérebro quando ele te diz que parece que alguém está sob efeito de drogas, enlouquecido, desesperado, ou perigoso.


10. Quer muito várias práticas espirituais para estar correto quando desconsidera a ciência.

Há uma camada anti-científica pesada na comunidade espiritual, e penso que isso é uma pena. Me parece que muitas pessoas espirituais se tornam hostis em relação a ciência por certas crenças e práticas que consideram valiosas não serem comprovadas ou consideradas pseudo-científicas dentro da comunidade científica. Se uma crença ou prática não é comprovada ou considerada pseudo-científica, somente significa que ainda não somos capazes de confirmar sua validade através de experimentos repetidos em laboratório.Não significa que não é verdadeiro ou de valor.

O método científico é um dos melhores instrumentos que temos para entender o mecanismo do universo observável; nos permite descobrir verdades profundas da evolução biológica, observar distâncias longínquas no espaço, prolongar nossa vida em décadas, andar na lua, entre outras coisas; descartá-la completamente é perder uma das nossas mais poderosas lentes para observar a realidade.


Como Carl Saganmemoravelmente disse:

Ciência não é só compatível com a espiritualidade, é uma profunda fonte de espiritualidade. Quando reconhecermos nosso lugar numa imensidão de anos-luz e na passagem de eras, quando compreendermos a complexidade, a beleza e sutileza da vida, então esse sentimento elevado, e o sentimento de euforia combinado com o de humildade, é certamente espiritual. Assim como são nossas emoções na presença de grande arte, música ou literatuae, ou de fatos de exemplar coragem como de Mohandas Gandhi e Martin Luther King Jr. A noção de que ciência e espiritualidade são de alguma forma mutuamente exclusivas faz um desserviço a ambas. ”


Bonus: Perder a oportunidade de sucesso material pela crença de que dinheiro e capitalismo são o mal.

Muitas das pessoas ‘espirituais’ sabotam suas próprias habilidades para ter sucesso material.

Isso é porque elas são aparentemente alérgicas a bens, e prosperidade, associando dinheiro a ganância, impureza, e coisas más em geral. O capitalismo é visto como um motor de desigualdade e corrupção que precisa ser desmanchado. Eu mesma costumava ter uma versão desta visão, então percebo o quão sedutora ela é. Se você se atrai por espiritualidade, parece natural desprezar o ‘materialismo’. Na verdade, porém, essa narrativa é muito simplista. A verdade sobre o capitalismo é complexa. Sim, o capitalismo tem alguns pontos baixos muito reais, mas de muitas maneiras, o capitalismo regulado tem sido uma força para muito bem, estimulando grande inovação e tirando bilhões de pessoas da pobreza no mundo.

Além disso, deixe-me ser direta novamente:

Não há nada intrinsicamente errado com o querer fazer/ganhar dinheiro. O Dinheiro é um ótimo instrumento

Para esclarecer, sou a favor da regulação/refinamento do capitalismo para fazê-lo funcionar para todos e para o planeta. Também sou a favor de um sistema econômico que incentive a inovação e o empreendedorismo ao mesmo tempo que é sustentável e atende as necessidades básicas de todos. Não tenho certeza de qual o melhor meio de atingir esses objetivos, mas nossas formas atuais de capitalismo estão fazendo um trabalho melhor do que muitos parecem pensar, dada a imensidão do desafio.

Sou a favor ainda de um trabalho metódico, baseado em dados para refinar e melhorar nossos sistemas econômicos, mas vamos ter certeza de notar e reconhecer todas as coisas que o capitalismo faz muito bem antes de descartá-lo. Se estiver curioso para refletir mais sobre isso, eu super recomendo a aula/palestra incisiva e bem equilibrada de Jonathan Haidt, explorando os prós e os contras do capitalismo.


Estamos todos aprendendo…

Acredito que para que todos os movimentos espirituais interconectados pelo mundo sejam de máximo e útil impacto, eles necessitam olhar para seus aspectos sombra.

Neste texto, eu tentei clarear alguns dos pontos cegos que parecem prevalecer na comunidade espiritual. Como disse, muitos dos itens que discuti se aplicavam a mim em um ou outro momento. É decididamente fácil cair em algumas das armadilhas da espiritualidade e ancorar várias crenças e comportamentos limitantes enquanto sente que atingiu um nível ‘mais elevado’ de Ser.

A lição aqui é que crescimento e aprendizado são processos intermináveis. Se você acha que não tem mais nada para aprender, você provavelmente está se sabotando de inúmeras formas. Pode ser profundamente difícil admitir que por um longo período de tempo esteve incorreto ou mal guiado, mas a alternativa é muito pior. A alternativa é um tipo de morte intelectual e espiritual– um estado de estagnação perpétua na qual se ilude eternamente a pensar que tem todas as respostas, que atingiu a Forma Final. Num mundo que muda muito rápido, aprendizado continuado é de imensa importância.

No seu melhor, a espiritualidade é uma força que pode ajudar a humanidade a perceber nossa identidade comum como serem vivos, conscientes, adquirir consciência ecológica, a sentir a conexão com nosso cosmos, e dirigir as questões mais urgentes do nosso tempo com compaixão, habilidade, equanimidade e com o que Einstein chamaria de ‘curiosidade santa’.


No seu melhor, a espiritualidade é uma força que nos move na direção de um futuro mais harmônico, cooperativo e sustentável. Um brinde ao refinamento da nossa espiritualidade coletiva e co-criação de um mundo mais bonito. 



Listen. I wish I could tell you it gets better. But, it doesn't get better. YOU get better. - Escute. Gostaria de poder dizer que tudo fica melhor. Mas, não fica. VOCÊ fica melhor. (Joan Rivers)


... That Are Total Bullshit

By consciousreminder


No one ever told me spirituality could be a self-sabotaging ego trap. 

I spent about three years reading about spiritual teachings and incorporating them into my life before ever learning that spirituality has a dark side.

Naturally, I was taken aback. I felt kind of betrayed.

How could something that seemed so pure and good be harmful? 

The answer has to do with something that psychologists call spiritual bypassing. In the early 1980’s, psychologist John Welwood coined the term “spiritual bypassing” to refer to the use of spiritual practices and beliefs to avoid confronting uncomfortable feelings, unresolved wounds, and fundamental emotional and psychological needs.

According to integral psychotherapist Robert Augustus Masters, spiritual bypassing causes us to withdraw from ourselves and others, to hide behind a kind of spiritual veil of metaphysical beliefs and practices. He says it “not only distances us from our pain and difficult personal issues, but also from our own
 authentic spirituality, stranding us in a metaphysical limbo, a zone of
 exaggerated gentleness, niceness, and superficiality.”

Painful Realizations: My Own Spiritual Bypassing

In Robert August Masters’ groundbreaking book, Spiritual Bypassing: When Spirituality Disconnects Us From What Really Matters, he writes:

“Aspects of spiritual bypassing include exaggerated
 detachment, emotional numbing and repression, overemphasis on the positive, 
anger-phobia, blind or overly tolerant compassion, weak or too porous 
boundaries, lopsided development (cognitive intelligence often being far ahead
 of emotional and moral intelligence), debilitating judgment about one’s
 negativity or shadow side, devaluation of the personal relative to the
 spiritual, and delusions of having arrived at a higher level of being.”

I encountered the concept of spiritual bypassing for the first time in Masters’ work. Although I was reluctant to admit it, I immediately knew on some level that this concept applied to me.

As I continued to reflect on spiritual bypassing, I noticed more and more shadow aspects of spirituality, and I realized that I had unknowingly been enacting many of them at one time or another.

Though painful, these were some of the most important realizations I’ve ever had. They’ve helped me to stop using a warped form of “spirituality” as an ego boost and to begin taking greater responsibility for addressing my psychological needs and the issues that arise in my life.


10 “Spiritual” Things People Do That Sabotage Their Growth

The best way to understand spiritual bypassing is through examples, so now, it’s time for some tough love.

I’m going to go into detail to describe ten specific shadow tendencies of spiritual people.

Caution: Some of these may hit pretty close to home.

Remember: You need not feel ashamed to admit that some of the items on this list apply to you. I suspect some of them apply to everyonewho has ever taken an interest in spirituality. Most of them applied to me at one point or another, and some I’m still working through.

The goal here is not to judge, but to increase self-awareness in order to progress toward a more honest, empowering, useful spirituality. Let’s get into it. 


1. Participate in “spiritual” activities to make themselves feel superior to other people.

This is probably one of the most pervasive shadow aspects of spirituality, and it takes many forms. Some people feel superior because they read Alan Watts. Or ride their bike to work. Or refrain from watching TV. Or eat a vegetarian diet. Or use crystals. Or visit temples. Or practice yoga or meditation. Or take psychedelics.

Note that I’m not saying anything about the value of partaking of these activities. I love Alan Watts and think meditation is quite beneficial. What I’m saying is that it’s alarmingly easy to allow your spiritual ideas and practices to become an ego trap—to believe that you’re so much better and more enlightened than all those other “sheeple” because you’re doing all of these rad #woke things. Ultimately, this sort of attitude toward “spirituality” is no better than believing you’re better than everyone else because you’re a Democrat or a Lakers fan. This dysfunction actually inhibits genuine spirituality by causing us to focus on one-upping other people, rather than cultivating a sense of connection to the cosmos and feeling poetic wonder at the sublime grandeur of existence.


2. Use “spirituality” as a justification for failing to take responsibility for their actions.

The essence of the point is that it’s very easy to twist certain spiritual mantras or ideas into justifications for being irresponsible or unreliable.

“It is what it is.” or “The universe is already perfect.” or “Everything happens for a reason.” can all function as excellent justifications for never doing much of anything and never really examining one’s behavior.I’m not commenting on the truth or un-truth of the above statements. I’m just saying that if you’re consistently hours late for appointments, if you frequently neglect your close personal relationships, and your roommates can’t count on you to pay rent, you might want to stop telling yourself, “Whatever man, reality is an illusion anyway.” and start becoming someone others can depend on.

In a similar vein, it’s surprisingly easy to deceive yourself into thinking that anytime someone has a problem with your behavior, it’s because that person “isn’t honoring my truth” or “just needs to grow spiritually.” It’s much more difficult to acknowledge the moments in which we act brashly, selfishly, or thoughtlessly and inflict suffering upon someone else. It’s much more difficult to admit that we too are far from perfect, and that growth and learning are never-ending processes.


3. Adopt new hobbies, interests, and beliefs simply because they’re the latest “spiritual” fad.

Human beings want to fit in somewhere. We all have a deep need to feel that we belong. And we form groups of all kinds to satiate this need. Spirituality is one interest area around which people form all sorts of groups. This is potentially a great thing, but it also has a shadow aspect.

For many people, “spirituality” is little more than a hip thing that a lot of people seem to care about. These people get the idea that they want to jump on the spiritual bandwagon, so they start practicing yoga, wearing New Age fashion items, going to music festivals, drinking ayahuasca, etc., and they tell themselves that this makes them “spiritual.” These “spiritual scenesters”dilute the significance of genuine spiritual inquiry, contemplation, experience, and realization. They also, in my experience, tend to be the “spiritual” people who are using “spirituality” as a reason to feel superior to others.


4. Judge others for expressing anger or other strong emotions, even when it’s necessary to do so.

This is one of the first patterns I noticed in myself after being introduced to spiritual bypassing. I realized that when people became upset or angry with me, my response was to say things like, “Getting angry doesn’t help anything.” or “I feel we would have fewer problems if we could remain calm.” Internally, I would silently judge the other person, thinking, “If only they were more enlightened, we could avoid this drama.” In many situations, this was my way of avoiding deep issues that needed to be addressed.

When you become interested in spirituality, one of the first quotes you’re likely to encounter is: “Holding on to anger is like grasping a hot coal with the intent of harming another; you are the one who ends up getting burned.”

This quote is commonly mis-attributed to the Buddha, though it’s actually a paraphrase of a statement made by Buddhaghosa in the 5th century. The subtle point of the quote is that we shouldn’t hold onto anger; we should feel it, express it if necessary, then let it go. However, it’s very easy for the lay person to assume that this means that anger, in any form, is a sign that one is unwise, un-spiritual. This is untrue. Anger is a natural human emotion and a perfectly justifiable response to many situations.Often, anger is an indicator that there are serious issues that need to be countenanced within oneself or one’s relationships.

Ironically, many spiritual people repress all “non-spiritual” emotions and artificially heighten “spiritual” emotions/traits such as compassion, kindness, and equanimity. This leads to inauthenticity. One struggles to constantly present oneself as calm, gentle, nice, and in a state of perpetual peace, and ultimately ends up looking and feeling like a fraud.


5. Use “spirituality” as a justification for excessive drug use.

A lot of people, myself included, believe that psychedelic drugs can occasion mystical experiences and enhance (secular) spirituality. That’s all fine and good, but some people take this realization too far, using it as a way to rationalize self-destructive patterns of drug use and to blind themselves to the dark sides of various substances.

In the most extreme cases, “spiritual” people end up “performing cannabis ceremonies” during all their waking hours; taking psychedelics too frequently or in unsuitable contexts; and completely denying that these substances have any negative effects. Now, HighExistence tends to be pro-psychedelics, but let me give it to you straight: Psychedelics, including cannabis, have a definite dark side. If you’re irresponsible or simply unlucky, stronger psychedelics such as LSD or psilocybin mushrooms can occasion traumatic experiences with long-term negative ramifications. And cannabis, a mild psychedelic, is a seductively habit-forming drug that will subtly cloud your mind and erode your motivation if you indulge too much, too frequently. Respect the substances, and utilize them wisely.


6. Overemphasize “positivity” in order to avoid looking at the problems in their lives and in the world.

“Just be positive!” is often employed as a deflection mechanism by “spiritual” people who would rather not do the difficult work of confronting their own internal issues, wounding, and baggage, let alone the problems of the world. The “positivity” movement has exploded in Western culture in recent years. The Internet is overflowing with seemingly endless memes and articles repeating the same inane messages: “Think positive thoughts!” “Just be positive!” “Don’t focus on the negative!”

Though there is surely value in cultivating gratitude for the many marvels of the human experience, this movement seems to overlook something critical: The darker aspects of life do not disappear, simply because they are ignored. In fact, many problems in our individual lives and on the global scale seem only to worsen or complexify when they are ignored. In the same way that it would seem absurd to offer a heroine addict the phrase “Just think positive!” as a solution to their problem, it is absurd to believe that positive thinking offers any kind of solution to major global issues such as climate change, poverty, industrial farming, and existential risks.

This is not to say that we ought to take the world’s problems onto our shoulders and feel shitty about them all the time. It’s healthy to recognize and feel optimistic about the fact that in many important ways, the world is getting better. However, we need to balance that optimism with a willingness to confront real issues in our personal lives, our communities, our world.


7. Repress unpleasant emotions that don’t fit their “spiritual” self-narrative.

“No way, I can’t possibly be depressed or lonely or scared or anxious. I love life too much, and I’m too [Zen / wise / enlightened] to allow that to happen anyway.”

I ran into this issue when I moved to South Korea to be an English teacher for a year. I thought I had cultivated an unflappable chill, a Lao Tzu-esque ability to just “go with the flow” and float, bobber-like, atop the rising and falling waves of destiny.

Then I experienced culture shock, crushing loneliness, and acute homesickness, and I had to admit to myself that I wasn’t some kind of Zen master after all.Or rather, I had to realize that the ability to “go with the flow” and accept whatever is happening isperennially valuable, but that sometimes that will mean accepting that you feel like a steaming pile of shit.

It’s easy to delude oneself into believing that spirituality is going to make life feel like endlessly floating upon a cloud, but in practice, this is not the case. Life is still full of suffering, and in order to really grow and learn from our experience, we need to be honest with ourselves about what we’re feeling and let ourselves feel it fully. In my case, my desire to always be “Zen,” to “go with the flow,” and to project an image of inner peace to myself and others prevented me from seeing the truth of various situations/experiences and taking responsibility for dealing with them.


8. Feel deep aversion and self-loathing when confronted with their shadow side.

I noticed this in myself pretty quickly after learning about spiritual bypassing. I saw that my narcissistic image of myself as a wise person who had attained “higher” realizations was causing a ridiculous amount of cognitive dissonance. I judged myself scathingly and felt colossal, crushing guilt over any less-than-virtuous decisions.

When you become interested in spirituality, it’s easy to idolize people like the Buddha or the Dalai Lama, and to believe that these people are Perfect Humans who always act with complete awareness and compassion. In actuality, this is almost certainly not the case. Even if it’s true that some humans reach a level of realization at which they uphold “right action” in all circumstances, we need to acknowledge that such a thing is reserved for the veryfew. I personally suspect that such a thing does not exist.

In actuality, we’re all fallible humans, and we’re all going to make mistakes.The deck is stacked against us. It’s virtually impossible to live even a few weeks of adult human life without committing a few blunders, if only minor ones. Over the course of years, there will be major mistakes. It happens to all of us, and it’s okay. Forgive yourself. All you can do is learn from your errors and strive to do better in the future.

Paradoxically, the seemingly spiritual lesson of self-forgiveness can be especially difficult to internalize for people interested in spirituality. Spiritual teachings can leave one with stratospherically high ideals that result in immense guilt and self-loathing when one fails to live up to them. This is a major reason why it’s so common for spiritual people to deflect responsibility—because being honest about their shortcomings would be too painful. Ironically, we mustbe honest with ourselves about our mistakes in order to learn from them and grow into more self-aware, compassionate versions of ourselves. Just remember: You’re only human. It’s okay to make mistakes. Really, it’s okay. But admit to yourself when you’ve made a mistake and learn from it.


9. Find themselves in bad situations due to excessive tolerance and a refusal to distinguish between people.

This is me, 100%. For a long time, I’ve taken very seriously the idea that every human being deserves compassion and kindness. I don’t disagreewith that idea nowadays, but I’ve realized that there are numerous situations in which other considerations should temporarily override my desire to treat every other human compassionately.

In multiple foreign countries, I’ve found myself in potentially life-threatening situationsbecause I was overly trusting of people I did not know or overly kind to people who I should have recognized as shady characters. Luckily, I’ve never gotten hurt in these situations, but I have been robbed and swindled several times. In every case, I wanted to believe that the people I was interacting with were “good” people at heart and would treat me with kindness if I did so for them. That line of thinking was terribly naive, and I’m still trying to re-condition myself to understand that in certain contexts, being warm is not the answer.

The sad fact is that although you might be insulated from it, the struggle for survival is still very real for vast numbers of people on this planet. Many people have grown up in poverty, surrounded by crime, and have learned that the only way to survive is by preying upon weakness. The majority of people worldwide seem notto have this mentality,but if you find yourself in a city or country in which poverty is fairly prevalent, you should take certain common-sense precautions—basic things, like:

1. Don’t walk anywhere alone after dark.

2. Try to stay away from vacant areas.

3. Don’t stop to engage with people who try to sell you things.

4. Make distinctions between people; let yourself know that it’s okay to trust your brain’s highly evolved pattern-matching mechanism when it tells you that someone looks like they’re on drugs, deranged, desperate, or dangerous.


10. Want so badly for various “spiritual” practices to be correct that they disregard science entirely.

There’s a pretty heavily anti-scientific streak in a lot of the spiritual community, and I think this is a shame. It seems to me that many spiritual people become hostile toward science because certain beliefs and practices they find valuable are considered unproven or pseudoscientific within the scientific community. If a belief or practice is unproven or pseudoscientific, this only means that we have not yet been able to confirm its validity through repeatable experimentation in a lab setting. It doesn’t mean that it isn’t true or valuable.

The scientific methodis one of the best tools we have for understanding the mechanics of the observable universe; it allowed us to discover the profound truth of biological evolution, observe the far reaches of space, extend our lifespans by decades, and walk on the moon, among other things; to discard it entirely is to lose one of our most powerful lenses for understanding reality.


As Carl Saganmemorably put it:

“Science is not only compatible with spirituality; it is a profound source of spirituality. When we recognize our place in an immensity of light years and in the passage of ages, when we grasp the intricacy, beauty and subtlety of life, then that soaring feeling, that sense of elation and humility combined, is surely spiritual. So are our emotions in the presence of great art or music or literature, or of acts of exemplary selfless courage such as those of Mohandas Gandhi or Martin Luther King Jr. The notion that science and spirituality are somehow mutually exclusive does a disservice to both.”


Bonus: Miss out on material success because of a belief that money and capitalism are evil.

A lot of “spiritual” people sabotage their own ability to succeed materially.This is because they are seemingly allergic to wealth, associating money with greed, impurity, and general malevolence. Capitalism is viewed as an engine of inequality and corruption that must be dismantled.

I used to hold a version of this view myself, so I realize how seductive it is. If you’re drawn to spirituality, it feels natural to scorn “materialism.” In truth, though, this narrative is too simplistic. The truth about capitalism is complex. Yes, capitalism has some very real downsides, but in many ways, regulated capitalism has been a force for tremendous good, spurring massive innovation and pulling billions of people out of poverty globally. In 1820, 94% of the people on Earth were living in extreme poverty. By 2015, that figure had dropped to a mere 9.6%, largely thanks to economic growth catalyzed by regulated capitalism:

Perhaps the most uplifting chart in existence.

Furthermore, let me give it to you straight again: There’s nothing inherently wrong with wanting to make money. Money is an amazing tool. Billionaires like Elon Musk and Bill Gates who are using their wealth to help the world in momentous ways prove that money can be used benevolently or nefariously. Consider also the 139 billionaires and hundred-millionaires who have pledged to donate a total of$732 billion to charitable causes in their lifetimes. We actually need more compassionate people to gain substantial wealth, so they can use it effectively and altruistically to improve the world.

Meme disclaimer: These memes are not meant to have any connection to an actual person. This person should be considered an actress posing as a spiritual bypasser.

To clarify, I am in favor of regulating/refining capitalism to make it work for everyone and the planet. For example, I think regulations need to be in place to protect the environment and to prevent abuses like rent-seeking and regulatory capture. Ultimately I am in favor of an economic system which incentivizes innovation and entrepreneurship while also being sustainable and meeting everyone’s basic needs. I am not sure of the best way to meet these lofty aims, but our current forms of capitalism are doing a better job than many people seem to think, given the immensityof the challenge.

I’m all for further methodical, data-drivenwork to refine and improve our economic systems, but let’s be sure to notice and acknowledge all the things capitalism does really well before we dismiss it. If you’re curious to think more about this, I highly recommend this extremely balanced, incisive lecture by Jonathan Haidt, exploring the pros and cons of capitalism.


We’re All Learning…

I think that in order for the various interconnected global spiritual movements to be maximally impactful and useful, they need to address their shadow aspects.

In this essay, I have attempted to illuminate some of the blind spots that seem to be prevalent in the spiritual community. As I’ve said, most of the items I discussed applied to me at one point or another. It’s decidedly easy to fall into some of the traps of spirituality and to harbor various limiting beliefs and behaviors while feelinglike one has reached a “higher” level of being.

The lesson here is that growth and learning are unending processes. If you think you have nothing left to learn, you’re probably sabotaging yourself in a number of ways. It can be profoundly difficult to admit that for a long time one has been incorrect or misguided, but the alternative is much worse. The alternative is a kind of spiritual and intellectual death—a state of perpetual stagnation in which one endlessly deludes oneself into thinking that one has all the answers, that one has reached one’s Final Form. In a rapidly changing world, continual learning is of paramount importance.

At its best, spirituality is a force that can help humanity realize our common identity as sentient beings, gain ecological awareness, feel connected to our cosmos, and address the most pressing issues of our time with compassion, ingenuity, equanimity, and what Einstein called a “holy curiosity.”


At its best, spirituality is a force which propels us toward a more harmonious, cooperative, sustainable future. Here’s to refining our collective spirituality and co-creating a more beautiful world. 

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​© 2018 Semeia Vida by Tatiana Lopes.