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2018


Me perguntaram o que achei deste ano...

Meu, sinceramente?!


Foi um ano foda! Talvez você pergunte: hã?!

É... sim, foi um ano foda em todos os sentidos, mas prefiro dizer que foi um

ano foda de bom! Então, surgirão os papos de política, que na boa, nem me

interessam neste momento...

Neste ano muita coisa saiu do papel, vi muita coisa ruim, como o aumento da

violência só para exemplificar, entretanto também vi projetos legais de

pessoas trabalhando em grupo, trabalhando com propostas diferentes que

têm a ajuda mútua e o coletivo como base, gente colocando seus ideais, ou

um pouquinho deles em prática, em vez de só reclamar...Poucos. Confesso.

Mas não menos inspiradores. Porque isso é o que move. Me move. Ver gente

realizando, independente da situação externa. Gente que acredita. Que parou

de esperar que alguém de fora venha resolver suas questões, seus

problemas... Encorajador!

Neste ano também vi muitas, muitas pequenas máscaras caírem, personas

se desmanchando... pessoas que diziam crer em algo mas que não era bem

assim que sentiam. Preconceitos vieram à tona, medos ficaram estampados.

De todos os tipos. Ataques de ansiedades. Além dos montes que já temos

nesse momento/sistema social em que vivemos. Vários. Porque se tem uma

coisa que a incerteza do futuro mexe para caramba, é o medo. O que vai

acontecer? Ansiedade...

Foi um ano bom, muitas realidades, muitas verdades vieram à tona. Pessoas

tiveram a oportunidade de ver mais de perto como pensam alguns e outros,

amigos e familiares; emoções vieram à tona e geraram brigas, mas também

geraram união. Mostraram como somos crianças e imaturos para lidar com

emoções, com responsabilidades. E diferenças. Como falta maturidade para

aceitar o diferente. Medo. Porque o que é diferente dá medo. Falta de

controle. O medo vem quando não se sabe o que esperar, quando se perde o

controle. Controle. Que controle?!

É, foi um ano bom, e muito, muito intenso. Muita coisa ruim veio à superfície:

preconceitos, desrespeitos, sujeiras. Limpeza. Só dá para mudar e limpar

aquilo que fica visível aos olhos, pelo menos. Agora que todo mundo viu/vê,

ou alguns pelo menos, fica mais fácil começar a limpar o que necessário for.

Preocupado com o macro? Micro. É o que precisa ser resolvido primeiro,

mesmo que aos pouquinhos. Porque o macro é reflexo do micro, e ambos se

influenciam. 2018 Ano bom. Ano intenso. Muitas lições. Diversos

aprendizados. Aprende quem está atento. Muda quem QUER. Vontade!!


2019?!


O que eu desejo?

Eu desejo que possamos nos conhecer um pouco melhor, e sempre, para

que apesar das diferenças como indivíduos, possamos fazer a escolha

consciente de agirmos unidos, ou pelo menos tendo o coletivo como

beneficiário, em vez de olhar somente para o próprio umbigo. Já que não

conseguimos absolutamente nada sozinhos... pois se você pensa que

chegou onde está, sozinho, seria bastante rico refletir sobre toda estrutura e

rede de pessoas que vieram antes de você e que trabalharam para que você pudesse chegar onde está... considere a todos, principalmente os ‘ invisíveis’.

Isso, aqueles que talvez você nem note no seu dia à dia, a quem talvez você

não veja e nem dê bom dia..

Que possamos fazer escolhas conscientes quando o tema for consumo,

porque ao contrário do que muitos ainda pensam, a terra e sua natureza não

são infinitas... Que a natureza se transforma e se renova, isso é verdade

e devemos ser-lhe gratos, mas ela demora um tempo bastante razoável para

se ‘repaginar’, e sendo assim, tendo recursos finitos, é razoavelmente fácil

refletir que se tiramos algo a mais de um lugar, faltará em outro... logo esse

consumo inconsciente e inconsequente deixa poucos com muito, e muitos

com muito pouco ou quase nada, escolha a expressão que lhe convier...

Eu gostaria de ver pessoas com um senso mais justo, mais ético e coerente,

gente que não cobra comportamentos e atitudes dos outros sem antes olhar

as suas próprias; gente que faz e cria alternativas em vez de só reclamar ou

de jogar a responsabilidade do que deveria ser feito para o outro... gente que

cresce não só na idade produtiva ou alcoólica mas também na

responsabilidade, na maturidade, que se delicia com os acertos mas que

assume os erros e procura aprender com eles para não cometê-los

novamente... gente que trata gente como gente, como ser humano,

independente da cor da pele, classe social ou escolha sexual... gênero?! Isso

nem devia ser discutido, ser humano é ser humano, esses conceitos

complexos, muitas vezes mais atrapalham do que ajudam, só separam e

classificam ainda mais... o que precisamos é de união e menos rótulos, e não

o contrário...

Talvez muitos pensem que estou viajando ou que eu acredite em utopias...

não, mas acredito que podemos viver em um mundo mais justo, mais

parceiro e colaborativo... e quando digo tudo isso, me incluo nesse bolo, pois

também não cheguei onde estou sozinha... veio muita, mas muita gente

antes de mim, e agradeço a elas por cada tantinho que construíram para que

eu tivesse condições de ser quem sou, de aprender e viver o que necessito e

de expressar meus talentos, únicos, assim como os de cada ser humano

habitante deste mundão.

Enfim... sei que não é pouco, é lento, dá um trampo danado e dói... dói muito,

porque saber quem a gente é de verdade dói muitas vezes... mas só através

desse processo a gente consegue se colocar na pele do outro (empatia) e

perceber o quanto somos IGUAIS... mas essa mudança toda que todo mundo

sempre pede, não começa num passe de mágica, na virada de um ano, ela

começa com cada atitude pequena, dentro da gente, e diária... tem medo?!

Eu também tenho, e é natural, mas bora?!

Feliz Hoje!!! 2019 é só um número, o ‘ano’ começa todo dia quando

acordamos!


"Na terra há o suficiente para satisfazer as necessidades de todos, mas não

para satisfazer a ganância de alguns. Nossos pensamentos, por melhores

que sejam, são falsas pérolas, se não são transformadas em ações. Seja a mudança que você quer ver no mundo". (M. Gandhi)


Tati



2018...


Someone asked me what I thought of this year...

Mate, honestly?!


It was a ‘fu**in awesome’ year! You might ask: what?!

Yeah…yes, it was an awesome year in lots of ways, and I really prefer to say

it was a really good year! So, some politics issues will rise, but honestly, they

don’t matter (to me) at this moment…

This year, lots of things came out of the paper, I saw lots of bad stuff (violence

increase is just an example), however I also saw cool projects becoming

reality, people working in groups, with different propositions that have mutual

help and the collectiveness as structural base, people making their ideals into

reality, or at least a bit of it, instead of just complaining.. A few. I confess. But

not least inspiring. Because that is what moves. Moves me. Watching people

creating, doing, despite the external situation. People who believe. Who

stopped waiting for someone out there to come and solve their problems and

issues… Encouraging!

This year I’ve also seen lots and lots of masks fall apart, ‘personas’ melting

away… people who used to say they believed in something but that was not

what they really felt. Prejudices came out, fears became stamped. All types of

them. Anxiety attacks. Besides the tons we could already see in the

society/system we live in. Many. Because if there’s something that the

uncertainty of the future really prompts, it’s fear. What is going to happen?

Anxiety…

It was a good year though, lots of realities, lots of truths came out. People had

the opportunity of seeing more closely how others think, even close friends,

familiy; emotions came out and begot fights and arguments, but they also

generated union. It showed how much kids we are and immature in terms of

dealing with emotions, with responsibilities. And differences. The lack of

maturity to accept what’s different. Fear. Because what is different scares us.

Lack of control. Fear comes when we don’t know what to expect, when we

‘lose’ control. Control. What control?!

Yeah, it was a good year, and really, really intense. Lots of bad things came

out to the surface: prejudices, disrespect, shit. Cleaning. We can only change

and clean what becomes visible to the eyes, at least. Now that everyone has

seen it, or some at least, it gets easier to start cleaning whatever is needed.

Worried with the Macro? Micro. That’s what should be solved first, even if it’s

little by little. Because macro is micro’s reflection, and both influence each

other. 2018, Good year. Intense year. Lots of lessons. Many learnings. Learn

whoever is aware. Change whoever WANTS it. Will!


2019?!


What do I wish?

I wish we can know ourselves a little better, and keep doing it, so that despite

the differences as individuals, we can consciously choose to act together, or

at least with the collectiveness as the beneficiary, instead of just looking at our

own belly buttons. Since we can’t get absolutely anything alone… if you think

you got where you are by yourself only, it would be enriching to think about all

the previous structure and net of people that came before you, and worked so

you could get where you are… consider everyone, specially the ‘invisible’

ones. Yes, those who you probably don’t notice in your daily life, those who you probably don’t see or say good morning to...

May we be able to consciously choose when consumption is the topic,

because opposite of what many people still think, Earth and its nature are not

infinite... Nature transforms and renews itself, it’s a fact, and we should be

grateful for it, but it takes Her a great deal of time so She can recuperate, that

being said, having limited resources, it’s kind of easy to understand that when

we get something out of Her in a big amount in one place, in another place

there’ll be lack of something… this unconscious and incoherent consumption

leaves a few with a lot, and may with very little or almost nothing, choose the

expression that suits you…

I’d like to see people with more sense of justice, ethics and coherence, people

who don’t demand behaviors and attitudes from others without previously

looking their own; people who do and create alternatives instead of only

complaining and throwing responsibilities of what they could/should do on

others… people who don’t only grow up at age or for alcohol drinks but in

responsibility, maturity, who delightfully enjoy when they do something right

as well as admit when they make mistakes and try to learn from them in order

to not repeat… people who treat people as people, as human beings, despite

the color of their skin, social status or sexual choice…gender?! That shouldn’t

even be argued, human being is human being, these complex concepts,

actually, disturb more than help; they only separate and classify even

more…what we need is union and less labels, and not the opposite…

Lots of you might think that I’m delusional or that I madly believe in Utopias…

Nope! Although, I believe we can all live in a fairer world, more

collaborative…and when I say all that, I include myself, as I didn’t get where I

am alone… many people, many, came before I was even born, and I thank

them for every little piece they built so I could be who I am, learn and live what

I need to and express my talents, unique talents, as well as every single

human being’s.

So…yeah, I know it’s not a little, it’s slow, we have to work a lot and it

hurts…a lot, because knowing who we are hurts sometimes… but only

through this process we become able to put ourselves in someone else’s

shoes (empathy) and realize we are EQUAL… but this whole change thing

that everyone always ask for, it doesn’t start with magic, nor at the year’s turn!

It starts with each little attitude, inside, and daily…Are you scared?!

I am too, and that’s natural, but let’s go for it, shall we?!

Happy Today!!! 2019 is just a number, the ‘year’ begins every day when we

wake up!


“On Earth, there is enough to satisfy the needs of all, but not to satisfy the

greed of some. Our thoughts, despite how good they are, are false pearls, if

not transformed into actions. BE the change you want to see in the world.”

(M.Gandhi)


Tati

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​© 2018 Semeia Vida by Tatiana Lopes.