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A confissão de Facebook que Todos deviam ler/ The Facebook confession Everyone should read


Vou explicar porque estou postando este texto hoje... Porque ele é real! Algo que todos já sentiram pelo menos uma vez na vida, talvez não exatamente nesta situação, mas algo similar...

Espero que goste!

Beijinhos e boa semana!

Sábado passado, sentada em um restaurante vazio com conexão ruim, eu sai do Skype com um cliente, me preparando para o que tinha que faze rem seguida.

Eu sentei com minha cabeça em minhas mãos por um momento, me sentindo culpada pelos pensamentos e emoções dentro de mim, antes de escrever essa postagem de Facebook.

Eu pensei em apagá-lo. Eu pensei em deixá-los nos meus arquivos pessoais e nunca deixá-lo ver o luz do dia, porque, apesar de tudo, o restauranteé na Costa Rica, a sessão de Skype foi boa, e estas emoções – bem, elas pareciam um pouco egoístas demais.

Uma voz na minha cabeça disse, “talvez as pessoas vão pensar que você não é tão amorosa quanto finge ser.”

Essa foi a minha dica. Esta é a voz da minha perfeccionista interior. Agora, eu tinha que compartilhar.

Meus dedos tremiam ao pressionar ‘Publicar’. E estou tão feliz que o fiz. Desde que o compartilhei, esta postagem arrasou na minha página de autor do Facebook e na minha comunidade privada.

Eu acho que todos sentimos o que eu senti aquele dia, especialmente aqueles que oferecem apoio à pessoas – mesmo quando o fazemos por opção, mesmo quando é nosso trabalho, e mesmo quando amamos isso. Tentamos nosso melhor em dar e dar. Damos nosso melhor para ser bondosos. E ainda assim, somos somente Humanos.

Eu penso que isto seja algo que todos precisamos ouvir.

Confissão: Todo sábado, depois da minha sessão com um(a) cliente querido(a), eu ligo para meu avô. Ele mora sozinho. Minha família é muito fragmentada e, por uma série de eventos terríveis, ele acabou sozinho, não só fisicamente, mas emocionalmente também. Ele consegue comida e tudo precisa, mas ninguém gosta dele, e ele só perpetua esse ciclo quando veste uma personalidade insuportável para eles. Eles dizem que ele começou. Ele diz algo diferente.

Para mim, ele é uma pessoa diferente. Ninguém o vê assim. Você já teve uma criança ou cachorro que só se alegram quando vêem seu rosto? Bem, é assim que ele é comigo. A voz dele simplesmente muda quando ele escuta a minha. Ele soa como um homem que acabou de ganhar na loteria. A alegria dele quando percebe que sou eu do outro lado da linha é como a alegria de uma criança.

Depois, ele me conta as mesma histórias de sempre. Eu acho que ele teve algum dano cerebral de um AVC que teve, porque ele reconta coisas e mente muito. Eu acho que minha confissão é – Eu nem sempre quero ligar. E, quando não quero, me sinto culpada. Eu sinto que devia querer ligar, querer estar lá para ele, querer ser, como ele diz, ‘a única alegria dele no mundo.’Estou tentando fazer todo o restante da família vê-lo sob uma luz diferente, para convidá-lo, para serem mais bondosos, mas é lento – esgotante. Parece que todos têm algo com que se preocupar.

Mas, neste momento, eu vou ligar. E vou passar aquela hora. Porque, às vezes, o Amor é difícil. Às vezes, o Amor não é excitante. Com meu cliente, eu fico tão animada, porque ela cresce a todo tempo, e então eu levo essa animação para meu avô, e ela murcha enquanto falamos, porque é sempre o mesmo, sempre igual. E depois, eu tenho que perdoar a mim mesma por essa perda de entusiasmo e liberar a culpa que sinto. Eu sou só um ser Humano. Não sou uma mártir. Eu sou só um ser humano tentando fazer a coisa certa.

Não só com meu avô, mas com este trabalho em geral, às vezes apoiar, ajudar pessoas, é muito difícil. Às vezes, estou passando pelas minhas questões e eu não as compartilho, e isso se amontoa e me sinto culpada por isso se acumular. Algumas vezes, sou uma superstar dos cuidados pessoais. Outras vezes, não.

No final do dia, eu estou aprendendo enquanto sigo, exatamente como você. E eu espero que, se minha confissão tem qualquer valor para você, é para dizer que está tudo bem – está tudo bem estar onde você está. Eu aprendi que, não importa o quão longe você chegue, novos desafios aparecem. Novas maneiras de ser jogada no auto-julgamento, e culpa, e vergonha sempre estarão ao redor.

O que importa é como a gente responde. O que importa é nossa opção por Amar. E, honestamente, estou começando a achar que fazê-lo quando é difícil é o que nos torna pessoas melhores. Porque qualquer um consegue amar quando é fácil. Mas dá trabalho Amar os outros quando é difícil e nos amarmos por não sermos os melhores cuidadores.

Não é fácil, mas vale à pena. E também ser honesta sobre o quão humana eu sou. Espero que possa fazer o mesmo. ♥

Author: Vironika Tugaleva (Traduzido por mim)




I'll explain why I'm posting this text today.. Because it is real! Something everyone had felt at least once in life, maybe not exactly like this, but similar...Hope you like it!

Kiss on the heart! Have a lovely week!


Last Saturday, sitting in an empty restaurant with a bad internet connection, I got off Skype with a client, getting ready to do what I had to do next.

I sat with my head in my hands for a moment, feeling guilty about the thoughts and emotions inside of me, before I wrote this Facebook post.

I thought about deleting it. I thought about just leaving it in my personal files and never letting it see the light of day, because, after all, the restaurant is in Costa Rica, the Skype session had gone well, and these emotions—well, they just seemed a little too selfish.

A voice in my head said, “Maybe people will think you’re not as loving as you pretend to be.”

That was my cue. That’s the voice of my inner perfectionist. Now, I had to share.

My fingers trembled as I pressed “Publish.” And I’m so glad I did. Since I shared it, this post went wild on my Facebook author page and in my private community.

I think we all feel what I felt that day, especially those of us who provide support to people—even when we do it by choice, even when it’s our work, and even when we love it. We try our best to give and give. We try our best to be kind. And still, we are only human.

I think this is something we all need to hear.

Confession: Every Saturday, after I have a session with a beloved client, I call my grandfather. He lives alone. My family is very broken apart and, through a series of terrible events, he’s wound up alone, not only physically, but emotionally. He does get food and all provided for him, but everyone dislikes him, and he only perpetuates that cycle by putting up this jagged personality to them. They say he started it. He says something different.

To me, he’s a different person. No one sees him like this. Have you ever had a kid or a dog that just lights up when they see your face? Well, that’s how he is to me. His voice just changes when he hears mine. He sounds like a man who’s just won the lottery. His joy when he hears it’s me on the other end is like the joy of a child.

Then, he tells me the same stories over. I think he’s got some brain damage from a previous stroke, because he retells things and he lies a lot.

I guess my confession is—I don’t always want to call. And, when I don’t, I feel guilty. I feel like I should want to call, want to be there for him, want to be, as he says, “his only joy in the world.” I’m trying to get everyone else in the family to see him in a different light, to invite him over, to be kinder, but it’s slow—grueling. Seems like everyone’s got something else to worry about.

But, right now, I’m going to call. And I’m going to spend that hour. Because, sometimes, love is hard. Sometimes, love isn’t exciting. With my client, I get so excited, because she grows every time, and then I take that excitement to my grandfather, and it withers as we speak, because it’s all the same. And then, I have to forgive myself for this loss of enthusiasm and release my guilt over it. I’m just a human being. I am not a martyr. I am just a human being trying to do the right thing.

Not just with my grandfather, but this work in general, sometimes supporting people is really hard. Sometimes, I’m going through my own things and I don’t share them and it builds up and I feel guilty for it building up. Other times, I’m a self-care superstar. Sometimes, I am not.

At the end of the day, I’m just learning this as I go, just like you are. And I hope that, if my confession has any value to you, it’s to say that it’s okay—it’s okay to be where you are.

I’ve learned that, no matter how far you get, new challenges arise. New ways of being thrown into self-judgment and guilt and shame will always be around.

What matters is how we respond. What matters is our choice to love. And, honestly, I’m starting to think that doing it when it’s hard is what makes us into better people. Because anyone can love when it’s easy. But it takes work to love others when it’s hard and love ourselves through not being the perfect caretaker.

It’s not easy, but it is worth it. And so is being honest about how human I really am.

I hope you will do the same ♥

Author: Vironika Tugaleva

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