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A idealização do 'feliz' / The idealization of 'happy'

Mais uma vez estou postando um texto que apreciei ler, porque me faz refletir e ser mais consciente sobre minha vida e existência. Nesses tempos em que vivemos, algumas pessoas acham que outras são fracas pelo jeito como sentem, expressam ou falam sobre suas emoções, porque não pessoas felizes, ou não fingem ser… alguns até rejeitam pessoas por serem ‘tristes’ ou ‘fracas’… Mas eu acredito que viver desta forma, e não entrar em contato com o que sentimos não é o melhor caminho… mas enfim…

As pessoas mais fortes que conheço sentem o que tem que sentir, entendem o que sentem, aceitam ou resolvem e seguem em frente, mais maduras, leves e brilhantes que antes…. São pessoas Felizes embora possam não estar felizes o tempo todo!

Amor e Luz para todos! <3

Tati

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Essas são pequenas e lindas hashtags.

Elas ficam super fofas nas nossas páginas espirituais nas mídias sociais. Essas também são palavras da moda: palavras-chave. Palavras que são fáceis de apertar num teclado. Estamos jogando elas por aí agora, e pessoas ‘gostam’ e as ‘seguem’. Isso nos faz sentir muito bem por um momento, quando auto-proclamamos o quão felizes somos ou quão autênticos ou vulneráveis.

Mas somos? Sabemos o que realmente significa ser vulnerável? Sabemos que está tudo bem em não estar bem? Que a escuridão que sentimos de tempos em tempos é tão importante quanto os momentos de alegria? Que uma emoção não é mais importante que outra? Que na real, não podemos escolher como vamos sentir – só podemos observar e escolher como responderemos?

Nós não sabemos isso. Achamos que somente a ‘felicidade’ é importante. Nós podemos escolher se seremos reativos ou não. Essa parte é a escolha. Alegria e tristeza surgem dentro sem escolha. Ambas as emoções são importantes de serem sentidas. É o claro e o escuro, o yin and yang. Nós só valorizamos a ‘felicidade’ em nossa cultura. Não valorizamos todas as outras emoções normais que são, inegavelmente, parte de ser humano. Felicidade é a mais segura de se sentir. Mas deveríamos, de verdade, dar valor e experimentar todos os sentimentos.

Há também a idealização da paz interior na comunidade espiritual das mídias sociais. Existe o conceito de somente permitir pessoas felizes em nossa vida, mantendo a paz interna. Manifestar amor, manifestar abundância. Ser positivo. Mentalidade positiva. Escolher como você sente. Eu tenho visto muitos, “Independente se são pessoas, trabalhos, ou circunstâncias, se não está servindo você, deixa para lá.”

Tudo que acontece está nos servindo.

Eu entendo o conceito. Há partes que soam verdadeiras. Eu tive que afastar muitas pessoas tóxicas da minha vida. Pessoas que estavam tentanto me machucar porque elas estavam machucadas. Pessoas que estavam me machucando indiretamente, mesmo que não fosse a intenção. Estas são pessoas que não estão cientes/conscientes das suas emoções, ou do impacto das reações que têm aos seus sentimentos. São pessoas que não estão ‘crescendo’. Eu concordo, às vezes precisamos desapegar.

Há uma diferença entre desapegar dessas pessoas e deixar para lá qualquer um que sintam outras emoções que não seja ‘estar feliz’. Podemos sempre trabalhar para vibrar emu ma frequência mais elevada para que mais ‘bem’ possam fluir em nossas vidas. Percebemos que a energia que emitimos volta para nós. Sou a favor de trabalhar para encontrar a paz interior, sendo cuidadosa para que minhas palavras e pensamentos sejam positivos – redirecionando meus pensamentos com afirmações de centramento, perdão, amor, felicidade, e as lindas e brilhantes fotos perfeitas na praia que chamamos de ‘espiritual’ no Instagram. Eu não estou dizendo que sentir-se bem não é algo bom!

No entanto, tendemos a idealizar somente a felicidade. Achamos que se não formos ‘felizes’ o tempo todo, estamos fazendo algo errado. Estamos sempre caçando ‘felicidade’. Mas adivinha quem vai continuar batendo na sua porta? A Tristeza. Porque a tristeza precisa ser perseguida e escolhida de tempos em tempos também. A tristeza é parte da equação. A tristeza é tão importante quanto. Por causa desta idealização da felicidade, muitos auto-proclamados gurus espirituais e líderes motivacionais estão dizendo, “Afaste tudo que não te traga paz.”

Sabe o que realmente traz paz? Ser capaz de lidar com momentos de raiva, tristeza, desespero, medo, ódio e ciúme/inveja. Essas emoções normais e humanas que tentamos evitar sentir – os sentimentos dos quais fugimos, e , por isso, criamos vícios que ajudem a evitar sentí-los.

Lidar com essas emoções – sem que as pessoas desistam de você por tê-las – esse é o verdadeiro caminho! Isso é o que significa permitir a vulnerabilidade. Sentir o que precisamos sentir a cada momento, sem temer que isso não seja ‘feliz o suficiente’ ou ‘em paz o suficiente’ ou ‘bom o suficiente’ ou positivo o suficiente’ e, por esse motivo, não manifestaremos as melhores coisas na vida. Temos medo de não ‘espirituais’ o suficiente – que nossa paz interna nunca possa ser abalada porque se for, significa que falhamos de alguma forma.

Nós manifestamos as melhores coisas na vida ao fazer o difícil trabalho de nos permitir sentir o que quer que precisemos sentir, e não fugir dessas complexas e, às vezes, sombrias, emoções. Ao contrário, sentamos com elas e observamos o que sentimos, nos permitindo sentí-las, mesmo que esses sentimentos suguem ou machuquem – permitindo-nos sentir as emoções que são associadas a negatividade, como raiva e ressentimento. Nós manifestamos as melhores coisas quando damos às pessoas de nossa vida espaço para que sintam o que quer que precisem sentir, mesmo que isso perturbe nossa paz interna temporariamente.

Sendo humanos, não podemos evitar sempre a escuridão que quer fluir de dentro de tempos em tempos. Permitir essa escuridão, permite mais luz e amor e bondade. Em vez de fugir das pessoas que estão se sentindo tristes, para que possamos ficar em nossa ‘posicão de felizes sempre’, que tal tentar sentar e sentir com elas? Que tal criar espaço para elas? É nesses momentos que encontramos Felicidade. É nesses moementos que vibramos mais alto e atraímos mais. Esse é o jeito de viver grande, viver alto, vibrar mais alto, ser autêntico, estar no momento, curar, elevar-se, crescer, empoderar(-se), evoluir e todas essa palavras-chave que gostamos de jogar por aí. Esse é o caminho!

Não podemos forçar nossa própria felicidade, ou escolhê-la todo dia. Só podemos ser observadores de nossos sentimentos, e escolher como (re)agir. Existe uma diferença. Como (re)agimos aos nosso sentimentos é nosso caminho para o crescimento. Ser capaz de sentir o que precisamos sentir e então deixar ir/desapegar é o caminho para amadurecer.

Ser gentil e amorosxs conosco e com os outros, independente das emoções que estejam sendo sentidas – sem tentar consertar, sem abandonar. Sentimentos não são bons nem maus, certos ou errados. Eles simplesmente são. Nossas consciência e (re)ações a eles determina nosso nível de felicidade e maturidade. Isso é mentalidade positiva. A Felicidade está na Tristeza. A Tristeza está na Felicidade.

~

Author: Kathryn Kos   (traduzido por mim)


when all you have are stones, throw the first flower…

Once more I’m posting a text I appreciated reading, because it makes me think and be more mindful about my own life and existence. In these times we are living in, some people take others for weak because of how they feel, express or talk about emotions, because they are not happy people, or they don’t pretend to be… some might even reject people for being ‘sad’ or ‘weak’…But I believe living this way, and not getting in touch with what we feel isn’t the best way…but anyways…

The strongest people I know feel what they have to feel, understand it, accept it or overcome it and move on more mature, lighter and shinier than before…. They are happy people although they might not feel happy the whole time!

Love and Light to all ya! <3

Tati

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These are all beautiful little hashtags.

They look super cute on our super spiritual social media pages. These are also trendy words: Buzzwords. Words that are easy to punch into a keyboard. We’re throwing them around now, and people “like” and “follow” these words. It makes us feel really good for a moment, when we can self-proclaim how happy we are, or how authentic and vulnerable we are.

But are we? Do we really know what it means to be vulnerable?

Do we know that it’s okay to not be okay? That the darkness we feel from time to time is just as important as the moments of happiness? That one emotion is not more important than another? That we can’t really choose how we are going to feel—we can only observe, and choose how we will respond?

We don’t know this. We think only happiness is important.

We can choose if we are going to be reactive or not. This part is the choice. Happiness and sadness flow in without choice. Both of these emotions are important to feel. It’s the light and dark, the ying and yang. We just value happiness as a culture. We don’t value all the other very normal emotions that are an undeniably part of being human. Happiness is the safest one to feel. But we really should be valuing and experiencing all feelings.

There is also the idealization in the spiritual social media community of inner peace. There is this concept of only allowing happy people in your life, keeping inner peace. Manifesting love, manifesting abundance. Being positive. Positive mindset. Choosing how you feel. I’ve seen a lot of, “Whether it’s people, jobs, or circumstances, if it isn’t serving you, let it go.”

Everything that happens is serving us.

I get the concept. There are parts that ring true. I have had to close out many toxic people from my life. People who were trying to hurt me, because they were hurting. People who were hurting me indirectly, even though it wasn’t their intent. These are the people that are not aware of their emotions, or the impact of the reactions they have to their feelings. These are the people who aren’t growing. I agree, sometimes we need to let go.

There is a difference between letting go of these people, and letting go of anyone who feels emotions other than being happy. We can always work to vibrate at a higher frequency so more goodness can flow into our lives. We realize that the energy we put out there, comes back to us. I’m all about working on finding that inner peace, being careful that my wording and thoughts are positive—rewiring my thinking with affirmations, grounding, and forgiveness, and love, and happiness, and the shiny, sparkly Instagram beach picture perfection that we call “spiritual.” I’m not saying that feeling good is not a good thing!

However, we tend to idealize only happiness. We think if we aren’t happy all the time, we are doing something wrong. We are always chasing after happiness. But guess who is going to keep knocking on your door? Sadness. Because sadness needs to be chased and chosen from time to time too. Sadness is part of the equation. Sadness is just as important. Because of this idealization of happiness, many self-proclaimed spiritual gurus and motivational leaders are saying, “Close out anything that doesn’t bring you peace.”

You know what really brings us peace? Being able to work through moments of anger, sadness, despair, fear, hate, and jealousy. These normal, human emotions that we try to avoid ever feeling—the feelings that we run away from, and, therefore, form addictions in order to avoid feeling them.

Working through these emotions—without people giving up on you for having them—that is the true path! This is what it means to allow for vulnerability. Feeling what it is we need to feel at each and every moment, without fearing that it isn’t “happy enough” or “peaceful enough” or “good enough” or “positive enough” and, therefore, we are not going to manifest the best things in life. We fear that we won’t be spiritual enough—that our inner peace can never be shaken because if it is, we have somehow failed.

We manifest the best things in life by doing the hard work of allowing ourselves to feel whatever it is we need to feel, and not running away from these complex and, sometimes dark, emotions. Rather, we sit with them and observe what we are feeling, allowing ourselves to feel them, even if those feelings suck or hurt—allowing ourselves to feel the emotions that are associated with negativity, like anger and resentment.

We manifest the best things when we give people in our lives space to feel what it is they need to feel, even if it disturbs our inner peace temporarily.

Being human, we can’t always avoid the darkness that wants to flow in from time to time. Allowing for that darkness, allows for more light, and love, and goodness. Instead of running away from people who are feeling sad, so we can stay in our “always happy place,” how about we try to sit and feel with them? How about we hold some space for them?

It’s in these moments that we find happiness. It’s in these moments that we vibrate higher, and attract more. This is the way to living large, living loud, vibrating higher, being authentic, being in the moment, healing, elevating, growing, empowering, evolving, and all those other buzzwords we like to toss around. This is the way!

We can’t force our own happiness, or choose it every day. We can only be an observer of our feelings, and choose how we react. There is a difference. How we react to our feelings is our path to growing. Being able to feel what we need to feel, and then let go is the path to growing. To be gentle and loving with ourselves and others, regardless of the emotions that are being felt—without trying to fix, without abandoning.

Feelings are not good or bad, right or wrong. They just are. Our awareness and reactions to these feelings determines our level of happiness and growth. That’s positive mindset.

Happiness is in sadness. Sadness is in happiness.

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Author: Kathryn Kos

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