Search

Amor, I love you...

Amor, I love you,

Amor, I love you,

Amor, I love you…

Amor, I love you!


Estava escutando ‘Amor, I love you’, da Marisa Monte, hoje cedinho, e lembrei que escreveria sobre o tópico mais importante, pelo menos para mim, desta listinha que fiz e sobre a qual venho escrevendo.


11- AME, genuinamente


Comecei pensando que seria fácil falar ou escrever sobre este assunto mas, alguns minutos depois, já sentada, com caneta na mão e caderninho na minha frente, percebi que não é tão fácil assim… Porque Amor genuíno é algo que se sente e entende com todo nosso Ser, e ao tentarmos colocá-lo em palavras, ele fica imensamente reduzido… Estranho né?! Mas é sério…

Sendo assim, optei por descrever algumas maneiras como vivenciamos o que acreditamos ser o Amor. Quem sabe um dia não precisemos mais pensar numa definição para Amor…! Já saberemos o que é… <3


Quando falamos em Amor pensamos logo naquelas pessoas que mais gostamos, as que estão mais próximas de nós, e que talvez sejam: a mãe, o pai, os filhos ou filhas, os cônjuges/companheiros, os irmãos, aqueles amigos que são como irmãos, ou pensamos, em geral, em pessoas com quem temos muita afinidade, ou ainda que tem muitas coisas parecidas conosco, certo?

Então, <3, não há absolutamente nada de errado nisso, pelo contrário, mas vamos analisar que é razoavelmente fácil amar aqueles que são parecidos conosco, que pensam como nós, que não discordam, ou que achamos que por terem um vínculo mais permanente (genético ou sócio-cultural) nunca irão embora, estarão ali para sempre.


O que acha? Vou deixar um tempinho para reflexão…


A vida é um fluxo de Amor; Sua participação é necessária. / Life is a flow of Love; your participation is requested.

Agora, já pensou em como é bem mais difícil amar alguém que discorda de nós, que tem um jeito ou estilo de vida diferente do nosso, e que talvez não esteja logo ali sempre que desejamos?

A gente tende a ver o Amor como moeda de troca: ama-se a quem nos dá ou oferece o que queremos. Ou pelo menos, pensamos amar…


É sempre bom ilustrar com exemplos, e o exemplo que talvez mostre isso mais facilmente seja o Amor Materno (me refiro a função de mãe, como a de quem exerce a maternagem):

Quando uma criança faz alguma coisa inadequada e fere outros de alguma maneira, ou a si própria, se a mãe, por ‘amar’ só passa a mão na cabeça e não a corrige, ela está ‘aleijando’ a criança, atrasando seu entendimento; se a mãe a corrige de maneira firme e comunica (o tipo de comunicação varia de acordo com a idade, obviamente) à criança que ela está sendo corrigida e educada mas que não é porque ela fez algo errado que perderá seu amor, ela permite amadurecimento. A mãe, no Segundo caso, ensina porque, por amor, deseja que sua criança seja um adulto ético, educado; ensina de maneira amorosa, coisa que a vida não necessariamente fará com a criança que não aprendeu no primeiro caso.


Aliás, este ponto me recordou outro de extrema importância. Diz-se por aí que ‘por amor’ devemos fazer qualquer coisa, ou aceitar qualquer coisa… NÃO, não devemos! E sabe por que? Porque entra em questão um outro tipo de ‘amor’, o amor-próprio.

Uma pessoa que faz tudo pelo outro, mesmo contra a vontade, em nome do ‘amor’, se anula, e faz por medo de perder, ou de ficar só, etc, e vai contra sua natureza – o amor que sente por si própria. E daí, surge aquela pergunta interessante, já bem batida por aí: Como podemos amar alguém, se não amamos a nós mesmos?


Amar genuinamente implica dizer não para outro muitas vezes, inclui colocar limites com relação àquilo que é possível ou àquilo que te fere, e principalmente, amar é comunicar-se com o outro…! Por mais que o outro tenha uma ‘intuição muito boa’, a comunicação clara e amorosa é sempre aliada de qualquer relação e atua fortemente na prevenção de qualquer falha na transmissão telepática…


Nem um extremo, nem outro.


Lembra da famosa frase de Buddha sobre o caminho do meio? Pois é… serve para tudo nesta vida.

Se cedemos demais ao outro em ‘nome do amor’, nos anulamos e há falta de amor para conosco (o que gera muitas dificuldades na vida); e se nos amamos demais anulando o outro, vamos para o outro lado da moeda: o Narcísico. Nenhum dos dois é saudável para ninguém.


Ainda estamos engatinhando no aprendizado do Amor, temos ainda muitos ‘lixos’ que nos entulham e nos impedem de ver o simples… Mas chegaremos lá! O dia em que conseguirmos Amar o Ser do outro independente das atitudes, comportamentos, aparência ou palavras dele, amando-nos ao mesmo tempo, talvez consigamos sentir e entender genuinamente o Amor.


Quando nos amamos genuinamente, percebemos que temos falhas, que estamos imperfeitos mas somos perfectíveis… aí então podemos amar ao outro que se encontra na mesma situação que nós: tem falha, está imperfeito mas é perfectível…


Fique à vontade para comentar ou compartilhar opiniões e histórias!

Beijinhos de Luz! ;-)


-


Amor, I love you,

Amor, I love you,

Amor, I love you…

Amor, I love you!


I was listening to the song ‘Amor, I love you’ this early morning, Marisa Monte’s song, and I remembered I was supposed to write about the most important topic, at least for me, of this little list I made and about which I’ve been writing.


11- LOVE, genuinely


I started thinking that it would be easy to talk or write about this but, few minutes later, seated, with a pen in my hand and my little notebook right in front of me, I realized that it’s not that easy… Because genuine Love is something that we feel and understand with all of our Being, and trying to put it into words, reduces it immensely… Strange huh? But it’s serious…

So, I decided to describe some ways we experience what we believe Love is. Maybe a day will come when we won’t need to think of a Love definition, right? We’ll just know what it is…<3


When talking about Love we quickly think of those people we like the most, the ones that are closer to us, and that might be: mom, dad, children, husband or wife, brothers, those friends who are just like brothers, or we think, generally, of people with whom we have more affinity, or that have lots of characteristics similar to ours, right?


There’s absolutely nothing wrong with that, on the contrary, but let’s admit that it’s kind of easy to love those who are like us, that think alike, that don’t disagree, or who we believe that because they have a more permanent bond (genetic or social cultural) will never leave, will be there forever.


What do you think? I’ll let you ponder a little bit…


Aqueles que não acreditam em magia nunca a encontrarão... / Those who don't believe in magic will never find it. (Road Dahl)

Okay, so have you thought of how harder it is to love the one that disagrees with us, who functions in a way or has a lifestyle different from ours, and who might not be around every time we want?

We tend to see Love as an exchange coin: we love who gives or offers us what we want. Or at least, we think we love…


It is always good to illustrate with examples, and the example that might show it more easily is Maternal Love (with this I refer to the role of the mother, the one who acts like a Mom):

When a child does something inadequately and hurts others somehow, or herself/himself, if the ‘mom’, for love, just leaves it and doesn’t correct the behavior, ‘she’ is disabling the child, retarding the child’s understanding; if the ‘mom’ corrects the child firmly and communicates (the way of communication varies with age obviously) to the child that she/he is being corrected and educated and that she/he is not going lose ‘her’ love just because she/he did something wrong. The ‘mom’, in the second case, teaches because, for love, she wishes her child to be an ethical, respectful, educated grown up, she teaches in a loving way, a way that life might never do with the child that didn’t learn in the first case.


By the way, this point just reminded me of another aspect of extreme importance. It’s said that ‘for love’ we should do anything, or we should accept anything… No, we shouldn’t! And you know why? Because we come to another type of ‘love’, Self-Love.

A person that does everything for the other, even when it’s against their will, in the name of ‘love’, nullifies herself/himself, and does it for fear of losing, or fear of being alone, or whatever, and goes against their own nature – the love she/he feels for her/himself. So, there comes that interesting question, very well known: How can we love someone, if we don’t love ourselves?


Genuinely loving implicates in saying ‘no’ to the other lots of times, it’s about establishing boundaries when it comes to what is possible or to what hurts, and mainly, loving is all about communicating with the other…! Even when the other has a ‘very good intuition’, a clear and loving communication is always an ally in any kind of relationship and it strongly acts avoiding any kind of failure in the ‘telepathic transmission’… (lol)


Neither one extreme, nor the other.


Remember that famous sentence of Buddha about the middle way? Exactly… it goes with everything in this life.

If we give in too much to the other in the ‘name of love’, we end up nullifying ourselves, and there’s lack of love to ourselves (which creates lots of difficulties in life); and if we love ourselves too much nullifying the other, we go to the other side of the coin: the Narcissistic one. Neither of them is healthy for anyone.


So, we’re still crawling through the learning process of Love, we still have much ‘trash’ that stuff us and withhold us from seeing the simple… But we’ll get there! The day we’re able to Love the Being in the other whatever her/his attitudes, behavior, appearance or words are, and loving ourselves at the same time, we might feel and understand Love genuinely.


When we love ourselves genuinely, we realize we have flaws, that we’re imperfect, but that we’re perfectible… only then we’ll be able to love the other that is in the same situation as we are: she/he has flaws, is imperfect but is perfectible…


Feel free to make comments or share opinions and stories!

Little kisses of light! ;-)

78 views

​© 2018 Semeia Vida by Tatiana Lopes.