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Fiz tudo que podia para me consertar… e agora?/I’ve done Everything I can to Fix Myself…now What?


“Meu terapeuta me disse que estes pensamento era ‘irracionais’ – o que tornou tudo pior. Agora eu só me culpo.”


“Passei pelas feridas de infância várias vezes, mas quando discuto com meu parceiro, eu ainda me comporto como uma criança de cinco anos!”

Não é como se eu não tentasse – yoga, retiros, meditação, terapia. Muitos de nós percorreram longos caminhos para consertar, curar e melhorar a nós mesmos. Através de leituras estudiosas, trabalhoso desenvolvimento pessoal, e reflexões, nós frequentemente obtemos os conhecimentos necessaries. Por exemplo, começamos a fazer ligações entre aquilo que dispara nossos gatilhos emocionais do presente e experiências dolorosas do passado. Aprendemos que somos vulneráveis à críticas porque elas nos lembram das vezes que nossos delicados corações foram duramente repreendidos. Nós percebemos que nossas inseguranças em relacionamentos tem a ver com a incosistência com que fomos forçados a lidar durante a infância.

Nós podemos até localizar nos padrões de comportamento agora: acontece que somos atraídos pelas ‘pessoas erradas’ porque são uma réplica de nosso, embora familiar, doloroso passado. Julgamos os outros porque eles tem as qualidades que fomos ensinados a rejeitar em nós mesmos.

O conhecimento, contudo, não traz alívio imediato. Com frequência, sobre estas percepções claras, somos confrontados uma lacuna dolorosa entre nosso entendimento intelectual e como continuamos a sentir e a reagir aos acontecimentos da vida.

Mesmo que em noss cabeça saibamos o que está acontecendo, ainda somos provocados pelas mesmas pessoas, circunstâncias e eventos. Talvez nosso terapeuta tenha, inutilmente, dito que estávamos ‘catastrofizando’, ‘generalizando demais’ ou ‘pulando para conclusões’. Nosso hipnoterapeuta foi até lá atrás, no tempo, para desfazer o trauma, mas ainda parece que nada está mudando – não no nível do coração e da alma.

O que torna ainda pior agora é que nos agredimos por ainda sermos afetados pelas ‘mesmas coisas antigas’. Pensamos que devíamos ter já superado isso ou nos condenamos por ‘fazermo-nos de vítima’.

Vivemos em uma cultura que encoraja o conserto das coisas, então tentamos desesperadamente fazer os defeitos e furos desparecer. Queremos curar nosso profundo trauma relacional de 30 anos em duas horas. Queremos certeza absoluta que seremos para sempre imunes à relacionamentos tóxicos.

Afinal, não é para isso que todas as afirmações, psicologia positiva e terapia são?

Se tudo já foi tentado e nada funcionou, talvez seja hora de tentar um jeito diferente. Em vez de brigar e ter a frustração aumentada, podíamos pensar em nossas feridas, nossos desencadeadores emocionais e nossas reações como um pântano lodoso. Como areia movediça, quanto mais tentamos escapar, mais ficamos presos. Movimentos reativos e agitados não só nos deixaria mais afundados, mas nosso movimento também expandiria o tamanho do pântano – tornando mais difícil alcançar o chão sólido ao seu redor. Para sair, lentidão, quietude e observação paciente são as chaves.

Primeiro, poderíamos nos lembrar que não somos mais crianças, e o que quer que nos tenha machucado no passado, não pode mais nos ameaçar da mesma forma. Sabendo isso, poderíamos relaxar um pouco talvez – suavizar nosso olhar, soltar o controle, afrouxar nossas articulações. Pelo menos a parte adulta de nós está consciente do fato de que nossas feridas param de ser monstrous gigantes que acreditávamos que nos engoliria por inteiro.

No devido tempo, eles tornam-se mais como um tipo de mobília velha em nossa casa. Pode estar ultrapassado e desagradável, mas não nos faz mal. Nossa psiqué quer se curar, e vai se mover organicamente em direção à saúde e ao todo se pararmos de ficar no caminho. Em outras palavras, poderíamos permitir que os insights recentes se acomodem atrás de nossa consciência, e confiar no próprio processo.

Para parar de nos agredirmos pelo nosso progresso, também devemos perceber uma coisa: a ideia de que poderíamos fazer algo diferente, ou que podíamos ter sido melhores antes é uma ilusão.

A verdade é que não podemos mudar nenhum minute antes do que somos capazes. A cada momento de vida que nos foi dado, estamos fazendo o melhor com o que sabemos e o que temos. Todos os sentimentos desagradáveis – o ressentimento, a depressão, o luto – têm uma razão para estarem ali pelo tempo que precisarem. Mesmo o vício, transtorno de alimentação, ou relacionamentos disfuncionais, todos têm uma função necessária. Eles são nossa estratégia de sobrevivência; sem eles, não seríamos capazes de continuar.

Claro que não estamos sugerindo ‘spiritual bypass’ onde fingimos que depressão e vício não existem. Podemos reconhecê-los, ver suas consequências negativas, até desgostamos delas, mas temos que lembrar que o que quer que esteja lá tem uma razão para lá estar.

Nossa psiqué, como tudo na natureza, tem sua sabedoria. Assim como a primavera se torna verão, dias viram noite, só podemos deixar ir nossas defesas ou velhas estratégias de sobrevivência na hora certa – nem um minute antes nem um depois.

Essa abordagem não se iguala a não-ação. Só significa uma abordagem de agir diferente.

Em vez de forçar uma mudança específica baseada em nossos medos, e pressionadas por senso de urgencia de se livrar de algo – focamos o cultivo de compaixão junto com a resiliência mental. Cuidamos de nós mesmos porque é nossa responsabilidade ser um bom amante, pai/mãe, e cuidador para conosco. Pense como se fosse tomar conta de um jardim que nos foi dado nesta vida preciosa. Varremos nosso temple interior como um aplicado discípulo da vida, mas não o fazemos por uma premiação específica.

Quando fazemos isso o suficiente, chegará um dia em que nosso jardim interno tenha solo fértil o suficiente para as mudanças necessárias. É quando noss criança interior sente-se segura o suficiente para desapegar-se das velhas estratégias: quando tivermos construído suficiente agilidade mental para lidar com mudanças, quando tivermos novas estratégias para trabalhar com as velhas feridas, quando nossa intuição é confiável e quando tivermos achado a conexão para um poder maior que nós mesmos. Então, os comportamentos disfuncionais se vão. Quando eles não fizerem mais parte do seu sistema, serao automaticamente descartados.

Com tudo isso em mente, a prósima vez que lermos um livro, formos a uma sessão de cura, ou tivermos um insight de qualquer fonte, podemos lembrar-nos que fizemos nossa parte ao trazer corajosamente o que foi enterrado anteriormente. Nossa psiqué trabalhará seu caminho do seu jeito e em seu próprio tempo, e não há nada mais que precisemos fazer.

Pense em flutuar, não nadar. Pense em permitir, não forçar.

Antes que percebamos, a mudança mais necessária surgirá por ela mesmo.

Isso pode parecer uma abordagem nova, não intuitiva para cura e crescimento, mas talvez seja o único jeito através do pantanal entre insight intellectual e mudança de fato.


Author: Imi Lo (Traduzido por mim)





“My therapist told me those thoughts were ‘irrational’—which made it worse. Now I just blame myself.”


“ I’ve gone through my childhood wounds many times, but when I argue with my partner, I still behave like a five-year-old!”

~

It’s not as though we didn’t try—yoga, retreats, meditation, therapy. Many of us have gone to great lengths to fix, heal, and better ourselves. Through studious reading, diligent personal development work, and reflections, we often gain the necessary insights.

For instance, we start to draw the link between our present day emotional triggers and painful past experiences. We learn that we are vulnerable to criticisms because they remind us of the times our delicate young hearts were scolded harshly. We realize our insecurities in relationships have to do with the inconsistency we were forced to deal with during childhood.

We can even spot our behavioral patterns now: it turns out we are attracted to the “wrong people” because they are a replica of our painful, albeit familiar, past. We judge others because they have qualities that we were taught to reject in ourselves.

Insight alone, however, does not bring immediate relief. Often, upon these illuminating realizations, we are confronted with a painful gap between our intellectual understanding and how we continue to feel and react to events in life.

Even though in our head we know what is going on, we are still triggeredby the same people, circumstances, and events. Perhaps our therapist has (unhelpfully) told us that we were “catastrophizing,” “overgeneralizing,” or “jumping to conclusions.” Our hypnotherapist has even gone back in time to undo the trauma, but it still feels like nothing is changing—not on a heart and soul level.

What makes it even worse now is that we beat ourselves up for still being affected by the “same old stuff.” We think we should be over it by now or we condemn ourselves for “playing victim.”

We live in a culture that encourages fixing things, so we desperately try to make the flaws and holes go away. We want to heal our deep relational trauma of 30 years in two hours. We want the absolute certainty that we will forever be immune to toxic relationships.

After all, isn’t that what all the affirmations, positive psychology, and therapy are all about?

If everything has been tried and nothing worked, perhaps it is time we try a different way. Rather than fighting and getting increasingly frustrated, we could think of our wounds, our emotional triggers, and our reactions all as a muddy swamp. Like with quicksand, the more we try to escape it, the more stuck we get. Reactive and agitated movements would not only get us sucked in deeper, but our movement would also expand the size of the swamp—making it even harder to reach the solid ground around it.

To get out, slowness, stillness, and patient watchfulness are the keys.

First of all, we could remind ourselves that we are no longer children, and whatever has hurt us in the past can no longer threaten us in the same way. Knowing this, we could perhaps relax a little—soften our glare, release our grip, loosen our joints. At least the adult part of us is conscious of the fact that our wounds cease to be the giant monsters who we believed would swallow us whole.

In due course, they become more like a piece of old furniture in our home. It may be outdated and unsightly, but is of no harm to us. Our psyche wants to heal, and it will organically move toward health and wholeness if we stop getting in the way. In other words, we could allow the newfound insights to lie there in the back of our consciousness, and trust the process itself.

To stop beating ourselves up for our progress, we must also realize one thing: the idea that we could have done something different, or that we could have been better sooner is an illusion.

The truth is, we can’t change any minute sooner than we’re able. At every single given moment in our lives, we are doing the very best with what we know and what we have. All the unpleasant feelings—the resentment, depression, grief—have a reason to be there for as long as they need to. Even the addiction, the disordered eating, or the dysfunctional relationships are all serving a necessary function. They are our survival strategies; without them, we would not have been able to keep going.

Of course, we are not suggesting spiritual bypass where we pretend that depression and addictions do not exist. We can acknowledge them, see their negative consequences, even dislike them, but we ought to remember that whatever is there has a reason to be there.

Our psyche, like everything else in nature, has its wisdom. Just like how spring turns into summer, days turn into nights, we can only let go of the defenses or old survival strategies when the time is right—not a minute before or a minute after.

This approach does not equal nonaction. It just means a different approach to taking action.

Rather than forcing a particular change—based on our fears, and pressured by a sense of urgency to be rid of something—we place our focus on cultivating compassion around the mental resilience. We take care of ourselves because it is our responsibility to be a good lover, parent, and caretaker for ourselves. Think of it as tending a garden that we have been given in this one precious life. We sweep our inner temple like a diligent disciple of life, but we do not do it for a particular reward.

When we do this enough, there will come a day when our inner garden has fertile enough soil for the necessary shifts. That is when our inner child feels safe enough to let go of old strategies: when we have built enough mental agility to deal with changes, when we have new strategies to work with old wounds, when our intuition is trusted, and when we have found the connection to a power bigger than ourselves. Then, the dysfunctional behaviors will go. When they no longer belong in your system, they will be automatically discharged.

With all this in mind, the next time we read a book, attend a healing session, or gain insight from any source, we can remind ourselves that we have done our part by courageously bringing what had previously been buried to the surface. Our psyche will work its way through in its own way and in its own time, and there is nothing more that we need to do.

Think of floating, not swimming. Think of allowing, not pushing.

Before we know it, the most needed change will arise by itself.

This might feel like a new, counterintuitive approach to healing and growing, but it may be the only way through the swampland between intellectual insight and actual change.


Author: Imi Lo

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​© 2018 Semeia Vida by Tatiana Lopes.