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Flexibilidade ou Mobilidade?/ Flexibility or Mobility?

Muita gente chega ao Yoga em busca de flexibilidade. O que há de errado com isso?

Absolutamente nada, se a pessoa estiver realmente precisando ter ganho de flexibilidade, por ‘não tê-la’, ou ter muito pouco dela.

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Flexibilidade é sim o que te faz tocar seus pés, ou colocar o pé na cabeça. Mobilidade, no entanto, é o resultado do que a flexibilidade associada à firmeza, ou força, e te confere em movimento estável, adequado, firme.

Flexibilidade excessiva tira sua estabilidade, ou seja, diminui a eficiência de mobilidade, do movimento.

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Cabe a nós como seres que necessitam do corpo para sobrevivência, num mínimo do saudável, questionar:

Tocar nos pés é um bom objetivo de flexibilidade, por exemplo?

Sim. De forma adequada, vai te ajudar, ao longo do tempo, a continuar calçando seus sapatos ou meias, sem auxílio.

E colocar o pé na cabeça?

Vou te deixar com essa, para pensar.


Que tal continuarmos o assunto expandindo-o em outra perspectiva…?

Qual?

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A emocional.

Pensa numa pessoa inflexível, aquele indivíduo que enrijeceu e por alguma razão não se movimenta mais internamente. Estabeleceu tantos limites, que nada ou ninguém entra, mas também não sai…

Tudo tem que ser como ele pode, como ele consegue, porque perdeu a amplitude de movimento, de mobilidade. Firme demais…

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Agora pensa numa pessoa flexível demais, aquele indivíduo que sempre cede, se movimenta demais, passando todos os limites, mesmo os limites seguros, ou ainda, nem sabendo quais são os limites, por isso pode achar que nem os tem… Nesse caso, na ausência de limites, tudo sai, nada fica…

Aqui tudo pode, tudo solto, ancoragem muito baixa, ou, nível zero.

Sem estabilidade…

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Percebe que há uma linha tênue entre ambas as perspectivas? Que ambas têm lados positivos?

No entanto, por si só levam ao desequilíbrio, ou a perda de si mesmo…

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Nem flexível demais, nem rígido ou firme demais…

É necessário equilíbrio aí, seja de uma perspectiva física ou emocional.

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Limites às vezes nos mantém seguros e por isso saudáveis; outras vezes precisam ser quebrados, dissolvidos ou ampliados, porque crescemos.

Depende sempre do que é relevante para que fiquemos bem e façamos o que é necessário, o que é bom não só para nós, mas para todos.

Tenha Mobilidade!

Beijinhos de Luz!

Tati


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Lots of people come to Yoga in the search of flexibility. What is wrong in that?

Absolutely nothing, if the person really needs to (re)gain flexibility, for ‘not having’ it, or having too little.

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Flexibility actually is what makes you touch your feet, or put them on your head. Mobility, however, is the result of what flexibility combined with firmness, or strength, giving you stable, proper, and firm movement.

Excessive flexibility takes away your stability, that means, the efficiency of mobility, of the movement, decreases.

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It’s for us, beings who need our bodies to survive, at a minimum healthy level, to question:

Is touching the feet a good flexibility goal, for example?

Yes. In an appropriate way, it will help you, along your life, to keep putting your shoes or socks on, without help.

What about putting the foot on the head?

I’ll leave you with that, to think about.


What about continuing it by expanding it into another perspective…?

Which one?

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The emotional.

Think about an inflexible person, that individual who got rigid and for some reason doesn’t move anymore, internally. Settled so many limits, that nothing nor nobody goes in, but also doesn’t go out…

Everything has to be like the person wants, how he/she can, because he/she lost extent of movement, mobility.

Too firm…

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Now think about a person who is too flexible, the individual who always give in, submit, move too much, crossing over all limits, even the safe ones, or, not even knowing what the limits are, therefore he/she thinks they don’t even have them… In that case, in the absence of boundaries, everything goes away, nothing stays…

Here everything is allowed, everything loose, really low anchoring, or, simply none.

No stability…

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Can you notice that there’s a thin line between both perspectives? That both have positive sides?

Therefore, alone they lead to imbalance, or the loss of oneself…

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Not too flexible, nor too rigid or too firm…

It’s essential to have some balance there, be it from a physical perspective or an emotional one.

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Limits, boundaries, sometimes keeps us safe and therefore healthy; other times, they need to be broken, dissolved or broaden, because we grow.

It always depends on what is relevant for us to be well and do what is necessary to be done, what is good not only to ourselves but to everyone.

Have mobility!

Little kisses of Light!

Tati

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​© 2018 Semeia Vida by Tatiana Lopes.