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Heroínas... / Super women...

Quando questionada a respeito do que eu acho das heroínas atuais, me sinto mal… e confesso, a primeira coisa que me vem à mente é: que saco, mais um rótulo, mais uma ‘obrigação’ sutilmente imposta…

Mano, vou confessar uma parada agora:

Eu não pertenço à categoria mulher maravilha, nunca pertenci!

Estou mais para a categoria comum, se tiver que escolher uma...

E eu gosto assim!

Já repararam que os modelos de como devemos ser estão sempre sendo criados e sutilmente incutidos em nossos subconscientes?

Começam pelos contos de fada, da Disney etc, sempre empurrando a ideia de um príncipe encantado que não existe, NUNCA existiu… isso na infância.

Depois na adolescência, nos empurram que o legal é ser bonita(o) em um determinado padrão, gostar do cara gato ou da garota gata, mas geralmente babaca, para ser popular, e com frequência, infeliz. (Para citar alguns exemplos)

De forma bem sutil, sempre nos fazendo querer ser alguém que não somos….

Aí, há alguns anos, sem perceber, meninas estavam sendo ‘educadas’ para não gostar de cozinhar, talvez porque aquela frase sobre ‘pilotar fogão’ soprava solta por aí.

Então, Mulheres apareceram com todo um movimento querendo trabalhar fora (direito justíssimo), e muitas vezes repudiando o trabalho de casa, mas será que era realmente um desejo genuíno? Ou era um desejo implantado?

Sabe o porquê desta minha pergunta?

Se cozinhar e fazer as tarefas decorativas e nutridoras do lar, geralmente associadas a figura feminina, fosse algo tão repressor e ruim, por que diabos estamos tendo um boom de chefs, organizadores do lar, dentre outras, atualmente? Quer um exemplo? Basta dar uma rápida olhada no Instagram... Todas versões gourmetizadas das tarefas repudiadas no passado…

Mulherada agora além de trabalhar fora, tem que dar conta da casa, saber cozinhar como chef, saber organizar e decorar ambiente como um decorador profissional, estar linda e maquiada e saindo em fotos como modelo, ser esposa, e ainda ser boa mãe… ah e saindo em fotos com os filhos também, porque se não mostrar não conta, né?

Por isso as heroínas viraram o fetiche marketeiro da vez, porque para dar conta de tudo isso… só virando super heroína…

Desculpa aí, mas não quero isso não.

Eu adoro cozinhar, quando eu estou afim; cozinho muitas vezes por responsabilidade e quando não estou afim, não o faço.

Eu adoro acordar descabelada, e simplesmente fazer um coque, sem obrigação de deixar o cabelo de um jeito que alguém disse ser o mais bonito.

Adoro usar roupas que me deem liberdade e conforto, principalmente, e se porventura a roupa cair no conceito ‘mais arrumadinho’, ninguém tem nada com isso…

Adoro a liberdade de estar de cara limpa, mostrando todas as imperfeições perfeitas do meu rosto; me dá tempo livre para fazer as coisas que tenho prazer em fazer…

Gosto de curtir meus dias de fossa e de raiva, assim como gosto de curtir os alegres sem ter que camuflar nenhum deles...

Adoro quando posso trabalhar fora de casa e quando posso trabalhar em casa, fazendo as tarefas de casa, mas gosto mais ainda do fato de não ter que me fechar em uma escolha só, nem ter que abraçar todas elas e de não ter que mostrar nada disso para ninguém, porque ninguém tem nada a ver com minha escolha, salvo os que convivem comigo…

Então, na boa, para que me encaixar em mais um rótulo?

O de Ser Humano me basta, e me dá liberdade suficiente para eu ‘ser’ quem eu quiser.

Respondendo o questionamento do que acho sobre as heroínas… acho que funcionam como papéis-prisão.

Mas não estou aqui para afrontar, generalizar ou convencer ninguém, queria só gerar reflexão mesmo…

Quem acha que faz sentido, segue o que faz, feliz e satisfeito.

Quanto a mim, prefiro ser Ninguém, me dá uma liberdade incrível…

Beijo na testa! ;-)

Tati



When questioned about what I think of the current heroines, super women, I feel bad… and I confess, the first thing that comes to my mind is: another label, one more ‘obligation’ subtly imposed, that’s so boring…

I’m going to make a confession right now:

I don’t belong in the wonder woman category, I never did!

I’d be more to the ‘common’ category, if I had to choose one…

And I like it this way!

Have you noticed that the models of who and how we should be have always been created and subtly instilled in our subconscious?

It begins with the fairy tales, Disney’s etc, always pushing the idea of a charming prince that doesn’t exist, NEVER existed… that, during childhood.

Then during adolescence, they push the idea that the cool is to be beautiful in a specific pattern, fall in love with the hot guy or girl, but usually an asshole, to be popular, and often, unhappy. (to cite few examples)

In a very subtle way, always making us want to be someone we’re not…

Some years ago, without realizing it, girls were being ‘educated’ to dislike cooking, maybe because that sentence about ‘driving the stove’ was out there.

So, women appeared, together with a whole movement, willing to work outside their homes (which is a pretty fair right), and many times rejecting the ‘home work’, but was it a really a genuine desire? Or was it an instilled desire?

Do you know why I ask this?

If cooking and doing the decorative and nourishing tasks of home, usually associated with the female figure, was something so repressive and bad, why the hell are we having a ‘boom’ of chefs, home organizers, among others, nowadays? Need an example? Go to Instagram for a quick look… All ‘gourmet’ versions of the rejected tasks of the past…

Women, now, besides having to work out, they have to take care of the house, know how to cook as a chef, know how to organize and decorate their homes as a professional, be gorgeous and makeup and on photos as a model, be a wife, and also be a good mom… oh and on pictures with the children too, because if it’s not for everybody to see, it doesn’t count, does it?

That is why heroines became the marketing fetish, because to be able to do all that… just by becoming a super woman…

So sorry, but I really don’t want that.

I love to cook, when I feel like it; many times I cook by responsibility and when I don’t feel like it, I don’t do it.

I love to wake up with a messy hair, and just make a hair bun, with no obligations to make the hair in a way someone said is the most beautiful.

I love wearing clothes the leave me free and comfortable, mainly, and if somehow it ends up in the concept of ‘trendy’, nobody has anything to do with that…

I love the freedom of being with a clean face, showing all the perfect imperfections of my face; it gives me free time to do the things that I love doing…

I like to enjoy my sad and angry days, the same way I like to enjoy the happy ones without having to camouflage any…

I love when I can work outside home and when I can work inside it, doing the ‘home work’, but what I like the most is the fact of not having to enclosure myself in an only choice, nor having to embrace all, and not having to show any of that to anybody, because no one has anything to do with my choices, just the ones who really live with me…

So, really, why fit in in one more label?

The Human Being label is enough for me, and it gives enough freedom for me to ‘be’ whoever I wish.

Answering the question of what I think about heroines… I think they work as prison-roles.

But I’m not here to confront, generalize or convince anyone, I just wanted to generate some thinking…

Who believes it makes sense, follow what it does, happy and satisfied.

Me, I prefer to ‘be’ Nobody, it gives an incredible freedom…

Kiss on the forehead! ;-)

Tati

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