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Infância Natural X Infância Espiritual / Natural Childhood X Spiritual Childhood

'Durante a infância, o ser humano vive a fase do egocentrismo. Acredita que o mundo gira em torno dele próprio. A criança espera que tudo seja do jeito que gosta.

Acredita ter direito ao melhor presente, à comida preferida, e exige atenção da família toda para si.

É possível estabelecer uma comparação entre essa fase natural da evolução física e a evolução espiritual.

Os homens são essências que, temporariamente, vestem um corpo de carne.

Enquanto um homem tem a atenção focada em seus prazeres e necessidades, ele está na infância espiritual.

Por mais antigo que seja, ainda não atingiu a maturidade. Considera absolutamente necessário defender seu espaço e fazer valer suas prerrogativas. Como uma criança, entende ser justo o que o beneficia.

Assim é o discurso infantil à respeito da justiça. Qualquer pequeno dever é injusto. A mínima contrariedade representa opressão. Já as vantagens todas, por grandes que sejam, são naturais.


A maturidade espiritual revela-se por uma diferente compreensão do justo.

O olhar já não está todo em vantagens e desejos. Não há mais a percepção de que o mundo precisa atender todas as suas necessidades. Gradualmente, o homem compreende que o direito nasce do dever bem cumprido.

Ele também entende que a vida em sociedade pressupõe renúncia. Não é possível que todos realizem suas próprias fantasias. Se isso ocorresse, haveria o caos.

Há necessidade de limites e de concessões para a harmonia social.

O homem maduro aprende a prestar atenção nos direitos dos outros, pois o ideal do justo já despertou nele. Sabe que a justiça é uma arte que implica dar a cada um, aquilo que é seu. Por isso, não avança no patrimônio do semelhante. Não quer vantagens inapropriadas e nem aceita privilégios que os demais não podem ter. Compreende que a família do próximo é tão respeitável quanto a dele. Sabe que o patrimônio público é sagrado, pois voltado ao atendimento das necessidades coletivas. Respeita profundamente a honra e as construções afetivas dos outros. Seu senso ético não lhe permite baixezas, razão pela qual também tem a própria honra em grande conta.

O espetáculo das misérias humanas revela o quanto ainda são imaturas as criaturas, sob o prisma espiritual. Entretanto, todas serão conduzidas à maturidade, pelos meios infalíveis de que a Vida dispõe.

Cedo ou tarde, compreenderão quão pouco adianta amealhar bens e posições à custa da própria dignidade.

Quem se permite baixezas tem um despertar terrível, seja no corpo ou fora dele. Assimila que, na cata de vantagens, se tornou um mendigo na verdadeira vida. Percebe que sacrificou o permanente pelo transitório e perdeu tempo, pois terá de recomeçar o aprendizado.'


We're essences that, temporarily, wear a flesh body.
Somos essências que, temporariamente, vestem um corpo físico.

'During childhood, human being experiences the egocentric phase. He believes the world ‘spins’ around himself. The child wants everything in the way he likes. He believes he has the right to the best gift, the favorite food, and demands attention from the whole family to himself.

It’s possible to establish a comparison between this natural phase of physical evolution and spiritual evolution.

Men are essences that, temporarily, wear a flesh body. While a man has his attention focused on his pleasures and needs, he is in childish spirituality.

It doesn’t matter how old he is, he hasn’t reached maturity. He considers absolutely necessary to defend his space and make his privileges prevail. As a child, he sees as fair what benefits him.

This is the childish speech about justice. Any little duty is unfair. A little inconvenience represents oppression. But all advantages, as big as they might be, are natural.


Spiritual maturity reveals itself through a different understanding of fair.

The focus isn’t entirely on advantages and desires. There isn’t the perception that the world needs to fulfill all his needs anymore. Gradually, the man understands that rights are born from well performed duties.

He also understands that life in society presupposes renunciation. It isn’t possible to have everybody making their fantasies real. If this happened, there would be chaos.

There’s the need for boundaries and concessions in order to have social balance.

The mature man learns to pay attention to the rights of others, since the ideal of fair was awaken in himself. He knows that justice is an art which foresees giving to each one what belongs to oneself. For that reason, there’s no invading one’s birthright. He doesn’t want inappropriate advantages and doesn’t accept privileges that other people can’t have. He understands that the other’s family is so worthy and respectable as his. He knows that public property is sacred, because it’s for the collectiveness’ needs. He profoundly respects honor and other’s emotional structures. His ethical sense doesn’t allow him to perform lower acts, and for that reason he also values his own honor very much.

The show of human miseries reveals how immature all creatures are, under a spiritual perspective. However, everyone will be led to maturity by the infallible means of Life.

Sooner or, later, it’ll be understood that it’s of no use accumulating wealth, positions and statuses at the expense of one’s own dignity.

The one who allows himself to perform lower acts has a terrible awakening, be it in the body or out of it. He realizes that, while looking for advantages, he became a beggar in the real life. He realizes that he sacrificed what is permanent for what is impermanent and lost time, because he’ll have to restart the lesson.'

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