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Luz e Sombra / Light and Shadow

Quando estamos em um ambiente sem luz, tudo o que vemos é escuridão, e se não há qualquer indício de que algo esteja nela, concluímos que nada há lá, que está vazio. No entanto, se abrimos uma frestinha, seja da porta ou da janela, que permita que entre um pouco de luz, percebemos que ela automaticamente revela sombras, ou penumbras, onde antes era escuridão pura.

Note que com a entrada da Luz, nada se manifestou, mas o que você vê torna-se diferente, porque enxerga o que antes não enxergava. Pois você adquire mais clareza de visão, de percepção.

Quando a luz que entra no ambiente é pouca, as sombras são grandes, disformes, desproporcionais. Se a angulação de incidência de luz muda, as sombras mudam, e você as percebe sob outra perspectiva, ou seja, de forma diferente mais uma vez. E quanto mais ângulos, mais percepções diferentes de uma mesma coisa.

Quando a entrada de luz no ambiente é de 50%, as sombras têm tamanhos mais próximos do real, e, portanto, sombra e realidade ainda se confundem. Mas a partir desse ponto, quanto mais luz vai entrando, menor a sombra fica, e a distorção do que realmente há no ambiente torna-se cada vez menor, e você vê cada vez mais claramente. Até que a Luz penetra completamente o ambiente, iluminando-o igualmente por inteiro, e a sombra que existia, deixa de existir, e finalmente você é capaz de enxergar o que há no ambiente, sem dúvidas.

Nenhuma mudança ocorreu no ambiente. A mudança que ocorreu foi na sua percepção. O que havia no ambiente continua lá, mas você conhece agora, você teve contato com todas as nuances das sombras, até que através do pleno conhecimento, a percepção é clara, e a sombra some.

Da mesma forma que acontece externamente, como descrito, acontece internamente com cada um de nós.

Quando estamos no escuro, não sabemos o que há dentro de nós, não conhecemos nossas emoções, nossa essência, e por isso, podemos achar que está tudo bem. Mas quando uma frestinha de luz consegue penetrar, temos acesso a diversas sombras internas que não tínhamos ideia de que ali estavam. Quanto mais mexemos na fonte de luz e a deixamos penetrar e brilhar, sob mais perspectivas vemos nossas sombras internas e melhor passamos a conhecê-las. Passamos pelo momento em que a luz ilumina pela metade nossas sombras, e elas às vezes nos confundem, às vezes não. Até que, gradativamente, em um dado momento a luz consegue tomar conta e você percebe que já conhece e entende a sua sombra, e ela já não incomoda, nem confunde, porque já não está lá.

Quando sentimos uma emoção muito intensa, por exemplo, que não gostamos, às vezes a bloqueamos, jogando bem lá no fundo da nossa consciência, até que se torne inconsciente, e depois de um tempo, até acreditamos que aquilo não existe mais, não está mais lá dentro. Até que uma experiência de vida provoca abertura nesse bloqueio permitindo que um pouco de luz penetre. E boom! Temos acesso à emoção, super intensa porque guardada por muito tempo. Se aos poucos nos permitimos olhar para a sombra, deixando que a luz ilumine mais e mais, e sob diferentes ângulos, mais conhecemos a emoção (sombra) e mais entendemos o porquê dela estar ali. É dolorido sim, se eu disser que não estaria mentindo. Porém, um dia, com a nossa permissão, finalmente, a luz vai iluminar por completo, e a sombra some, a emoção já não nos faz reagir, porque já não provoca a mesma dor; porque nós a conhecemos e sabemos como lidar com ela.

O que estava, ou está em nós sempre esteve aí e sempre vai estar, o que muda é como percebemos isso!

A gente precisa é de Luz, é de clareza!

Por isso desejo Luz, para todos nós!

Somos como velas acesas. Ao emprestarmos nosso fogo para acender outras velas não perdemos nossa luz, ganhamos mais claridade!

Beijinhos de Luz!

Tati


When we’re in a place without light, all we see is darkness, and if there’s no sign that something is there, we conclude that nothing’s there, so it’s empty. However, if we open just a little bit, of the door or window, it allows a little bit of light to enter, and we realize that it instantly reveals shadows, where before it was pure darkness.

Notice that with the incoming light, nothing was manifested, but what you see becomes different, because now you see what before you didn’t. You acquire clarity in perception.

When the light that comes in is little, the shadows are big, disform, disproportional. If the incidence angle of the light changes, the shadows change, and you perceive them from another perspective, that means, in a different way, one more time. And the more the angles, the more will be the different perceptions of one same thing.

When the light that comes in is about 50%, the shadows have sizes similar to real, and, therefore, shadow and reality can be confused. But from this point on, the more the light comes in, less and smaller shadows become, and the distortion of what’s really in the place becomes less and less, and you see more and more clearly. Then the light completely penetrates the whole place, lightning it fully, and the shadow that was there, no longer exists, so finally you’re able to see what is there, no doubts.

Nothing changed in the place. The change was only in your perception. What was there is still there, but you know it now, you were in contact with all nuances of the shadows, so that through full knowledge, the perception becomes clear, and the shadow is gone.

The same way that happens externally, as described above, it happens inside each one of us.

When we’re in the dark, we don’t know what there’s inside ourselves, we don’t know our emotions, our essence, and therefore, we may think it’s all good. But when a little bit of light gets to penetrate, we have access to many inner shadows we had no idea that were there. The more we move the light source and let it in and shine, through more perspectives we see our inner shadows and we begin to know them better. The moment the light lights half of those shadows is when sometimes we get confused, in others we don’t. Till, gradually, the light takes the whole place and you realize you already know and understand the shadow, and it doesn’t bother anymore, nor provoke confusion, because it’s no longer there.

When we feel a very intense emotion, for example, that we don’t like, sometimes we block it, throwing it so deeply in our consciousness that it becomes unconscious, and after some time, we may even believe that it doesn’t even exist anymore, that it’s not there. Till the time that some life experience, or event, causes an opening in that blockage allowing a little ray of light to penetrate. And boom! We have access to the emotion, super intense now because it was locked for such a long time. If little by little, we allow ourselves to look at the shadow, allowing the light to illuminate more and more, and through different angles, more we’ll know about the emotion (shadow) and more we’ll understand why it is there. It’s painful, yeah, if I said it’s not, I’d be lying. But, one day, with our permission, the light will finally illuminate completely, and the shadow will disappear, the emotion will no longer make us react, because it’ll no longer cause the same pain; because we know it and how to deal with it.

What was, or is, in us was always there and always will be, what changes is how we perceive it!

What we need is Light, Clarity in mind, in perception!

That’s why I wish Light, to us all!

We’re like lit candles. When we lend our fire to light other candles, we don’t lose our light, we gain more clarity!

Little kisses of Light!

Tati

Image by Pixabay

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​© 2018 Semeia Vida by Tatiana Lopes.