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Não fez mais que a sua obrigação!/You did nothing but what you’re supposed to do!

Já ouviu essa frase alguma vez?

E o que sente quando lê ou escuta tal exclamação?

Se você está na faixa dos 40, para cima, é provável que a tenha escutado com um pouco mais de frequência. Atualmente, esta frase quase não é mais dita… infelizmente.

Não há necessidade de arregalar os olhos, basta seguir o raciocínio, pois tem um contexto. Nunca nada é solto! Ou pelo menos, não deveria…

Vemos atualmente na sociedade cada vez mais pessoas em busca dos seus direitos e dos seus propósitos, uma busca válida e bela. No entanto, junto a essa busca deveríamos ter o que se conhece como maturidade emocional.

A abordagem educacional mais utilizada atualmente é a da premiação pelo acerto, e confessemos, muito raramente a correção e retificação quando há erro. Repare, escrevi retificação, e não punição.

O que isso gera? Indivíduos querendo ser premiados, bonificados por terem feito o correto, se não sempre, quase sempre.

Vamos deixar alguns conceitos visíveis!

Para vivermos em sociedade necessitamos de regras, caso contrário a convivência (tendo como base a sociedade atual ok?) seria muito dificultada, para não usar impossível, uma palavra um tanto pesada e rígida. E claro, direitos, que todos nós parecemos saber a respeito.

Sendo assim, cada coisa e indivíduo tem sua função, correto?

Como seria se todos resolvessem fazer só aquilo que gostam ou têm vontade? Como seria se todos resolvessem trabalhar somente com o que, em nossa sociedade, dá mais dinheiro/poder/status?

Já imaginou o caos? Ia faltar mão de obra para MUITA tarefa necessária, e sem as quais a sociedade provavelmente desceria ladeira abaixo.

Com isso em mente, vamos para os exemplos.

Sabe a criança que foi para a escola e voltou para casa dizendo que tirou nota boa? Ou aquele jovem que passou no vestibular?

Ela ou ele não têm que receber prêmio por isso. Eles não fizeram mais que sua obrigação!

(Chuva de pedras…. Eu sei… mas vamos lá)

A criança ou o jovem está vivenciando uma fase de aprendizado, em que sua função principal é dedicar-se ao estudo, ao conhecimento de si mesmo e do mundo, e justamente por isso é sua obrigação esforçar-se nesse sentido, e não ser premiado por algo que é seu dever. É parte do seu papel social do momento!

Se ele opta por realizar outras funções, ou ter hobbies etc, é uma escolha individual que não o isenta da responsabilidade de cumprir sua função: ser estudante de fato! (Nota: não estou discutindo, neste momento, o fato de muitos jovens aqui, no Brasil, serem obrigados a trabalhar e estudar ao mesmo tempo, devido às condições corruptas do sistema em que temos vivido)

Durante a infância, uma criança não pode decidir se quer estudar ou não, ela não tem autoconhecimento suficiente para tal, por isso deve ser orientada pelos pais ou aqueles que são responsáveis por seu desenvolvimento. Já na adolescência, quando os jovens acham que já sabem tudo, pode até haver diálogo, mas a responsabilidade pelos resultados da própria escolha é imprescindível.

Se o problema da frase é ‘ser insensível demais’ ou ‘não valorizar o esforço’, não esquenta, tudo depende da verdade que você sente, pode-se dizer, por exemplo: Uhuuuu, parabéns!, dar um belo e carinhoso abraço, e logo depois um: ‘isso aí: cumprindo com as suas obrigações!’ Genuína e alegremente!

Vai por mim, a criança ou o jovem percebe e sente que tem suporte!

Mais um…

Em uma família com os seguintes integrantes: pai, mãe e filhos.

Sabe aquele homem que resolve lavar a louça, trocar a fralda do bebê, ou fazer alguma tarefa da casa para AJUDAR a mulher e ainda quer ser ‘aplaudido’?

Não fez mais que sua obrigação!

Quando dividimos e coabitamos um mesmo espaço, todos devem exercer funções para um bom convívio, com boa higiene, sem sobrecarregar ninguém injustamente. Simples assim!

Ao escolhermos assumir uma função devemos arcar com todas as responsabilidades e resultados, sejam agradáveis ou não.

Agora, outro… do outro extremo.

Sabe aquela criança que foi para a escola e voltou com nota baixa?

Não precisa castigar! Primeiro investigue o que está havendo, pode haver questões médicas envolvidas, a necessidade de óculos por exemplo; ou a necessidade de acompanhamento por dificuldade em assunto específico. Descartam-sa as possibilidades que devemos verificar como pais e responsáveis.

Se o motivo foi tempo demais fazendo qualquer outra atividade que não contribua para o desenvolvimento e conhecimento de si, sem organizar tempo para a principal função: ser estudante, deve haver uma correção e retificação. Ser pai ou responsável dá o trabalho da função pai, responsável pela orientação de um ser em desenvolvimento; ser estudante dá o trabalho da função estudante.

Aí vem o argumento de um extremo: ah mas ele precisa ser criança…

Concordo! Organize o tempo! Há tempo para ser criança!

O argumento do outro extremo: as crianças têm agenda! Fazem mil e uma atividades…

Aí eu pergunto: estamos programando robôs para o mercado ou orientando crianças para terem um desenvolvimento saudável de relação consigo e com os outros?

Mais um… para igualar. ;-)

Sabe aquele jovem que roubou algo e você descobriu?

Punir? Bater?

Claro que não!

Uma vez verificadas, atitude, intenção e comportamento, deve-se direcionar o jovem a retificar e corrigir o que fez, devolvendo o que pegou, ou pagando seu valor, e pedindo desculpas publicamente. E dependendo do caso, cabe avaliar se haverá ou não necessidade de algum tipo de reclusão.

(O exemplo foi relacionado a um jovem, porque a educação começa cedo, em casa, e não tardiamente na sociedade…)

Sabe aquele político que rouba milhões do povo, é preso e não devolve um tostão do que roubou? Pois é… consegue ver de onde essa cultura vem? SÓ prender não adianta, e pedir desculpa da boca para fora também não.

Mesmo com perdão, a ação inadequada DEVE ser corrigida.

Como dizia minha vó: ‘é de cedo que se torce o pepino’. E nem precisa de violência, precisa de força de vontade, porque dá trabalho.

Ao escolhermos assumir uma função, um papel, um trabalho, ou o que quer que seja, devemos fazer o que é adequado, o que deve ser feito, da melhor maneira possível, seja agradável ou não. Não dá para escolher ficar só com o lado bom. Se te disseram isso alguma vez, é necessário rever conceitos, porque nesse mundo, isso é bem difícil, para não dizer impossível.

Apesar das possíveis caretas e olhares bravos, insisto, essa frase deveria voltar a ser utilizada, pelo menos de vez em quando.

#Bomsenso é a busca do momento!


Beijinhos de Luz!

Tati



Have you ever heard this?

And what do you feel when you read or hear such exclamation?

If you’re around 40 years old, or more, it’s likely you’ve heard this a little more often. Nowadays, this is rarely used, or said… unfortunately. No need for widening eyes in surprise, just follow the argument, because it has a context. Nothing is loose! At least, it shouldn’t be…

These days we have more and more people pursuing their rights and purpose, a very much valid and beautiful pursuit. However, together with this search we should have what is known as emotional maturity.

The most used educational approach nowadays is rewarding for what was done right, and let’s be honest, very rarely correcting or rectifying when there’s a mistake. Note, I wrote rectifying and not punishing.

What does it generate? Individuals who want to be rewarded for having done what is right, if not always, almost that.

Let’s make some things visible!

In order to live in society, we need rules, if we didn’t, (based on the society we live in now, ok?) coexistence would be very difficult, not to use impossible, a very hard and heavy word. And of course, rights, which we all seem to know about.

That said, each thing and person have their own role, right?

How would it be if everybody decided to do just what they liked or wanted to do? How would it be if everyone decided to work just with what, in our society, gives more money/power/status?

Have you imagined the chaos? There would be a lack of services VERY much needed, and without which society would probably ‘run down the ladder’. (Brazilian expression)

With that in mind, let’s go to the examples.

You know that kid that went to school and came back home telling us he/she had a good grade? Or that teen who was approved in College exams?

He or she doesn’t have to get any prize for that. They didn’t do anything but their duty!

(Stone rain... I know...but let’s move)

The child or the teen is living a life period of learning, in which their priority is dedicate themselves to studying, to acquiring self-knowledge and about the world, and exactly because of that it is their obligation to work hard on that, and not being rewarded for something that is a duty. It is part of their current social role!

If he/she chose to do other things, or to have hobbies etc, it’s an individual choice that doesn’t exempt him/her from the responsibilities of accomplishing their duty: being a student! (Note: I’m not arguing, in this moment, about the fact that here in Brazil many young people have to work and study at the same time, due to the corrupt conditions of the society we have been living in)

During childhood, a child cannot decide if he/she wants to study or not, they don’t have self-knowledge enough for that yet, that’s why they must be guided by their parents or those who are responsible for their education, growth and development. In adolescence, when teens think they already know everything, it’s possible to have dialog, but the responsibility for results of their own choices is essential.

If the problem of the sentence (title) is ‘being too insensitive’ or ‘not recognizing the work’, don’t worry, everything depends on the truth you feel, it’s possible to say for example: ‘Woohoo, Congratulations!’ Giving a nice and warm hug, and then: ‘awesome, fulfilling your obligations! That’s beautiful!’ Happy and genuinely!

Trust me, the kid or teen gets it and feels supported!

One more...

In a family with its members: father, mother and children.

You know that man that decides to do the dishes, change the baby’s diaper, or do some house chore to HELP the woman and wants to be ‘praised’ in the end?

Didn’t do anything but his duty!

When we share and cohabit the same space, everyone should have their tasks in order to have good conviviality, good hygiene, without overloading anyone unfairly. Simple like that!

When choosing to do something we should handle its responsibilities and results, good or not.

Now, another one... from the other side.

You know that kid that went to school and came back with low grades?

No need for punishment! First, find out what is going on, there might medical issues involved, the need of eyeglasses for example; or the need of help due to difficulties in some specific topics. These variables should be discarded by the parents.

If the reason was too much time doing some other thing that doesn’t contribute for the kid’s growth and self-knowledge, without separating time for its main priority: being a student, there must be a correction and rectification. As parents, we are responsible for the guidance of a Being’s development, big job; and students have to work on their studies, guess what? Big job too.

Here comes the argument of one side: oh, but the kid needs to be a kid…

I agree! Organize time! There’s time to be a kid!

The other side argument: kids have an agenda! They do thousand activities…

To this one, here goes my question: are we programing robots to the market or guiding children so they can have a healthy relational development with themselves and others?

You know that teen that stole something and you found out about it?

Punishing? Beating?

Of course not!

Once verified: attitude, intension and behavior, the teen should be led to correct and rectify what he/she has done, giving back what he/she got, or paying for it, and publicly apologizing. And depending on the situation, it’s important to consider if any kind of reclusion is needed.

(the example given was with a teen, because education begins early, at home, and not late in society…)

You know that politician that steals millions from its people, gets arrested (when that happens) and doesn’t return even a coin of what was stolen? Yeah…that’s what I mean… Can you see where this all comes from? Arresting ONLY doesn’t help and saying sorry without actually meaning it also doesn’t help.

Even when there’s forgiveness, the inadequate action MUST be corrected.

As my grandma used to say: ‘the hard work must be done in the early years’. And there’s no need for violence, we only need will power, because it is hard work.

When choosing to accept a role, a job, or whatever the ‘function’ is, we should do what is proper, what has to be done, the best way possible, be it pleasurable or not. It’s not an option to choose only the ‘good’ side. If someone told you that at any time, it’s essential to review concepts, because in this world, that is very hard, not to use impossible.

I might get mad looks, but I insist, this sentence should be used again, at least once in a while.

#Commonsense is the pursuit of the moment!


Little Light Kisses!

Tati

O quer que escolhamos fazer, que seja feito da melhor maneira possível / Whatever we choose to do, May we do it the best way we can

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