Search

Na noite passada, eu queria escrever mas me senti bloqueada/ Last night, I wanted to write but...


Me senti sem inspiração pelos pensamentos em minha cabeça e entediada com as palavras que eu estava digitando.

Eu tentei forçar apesar da minha falta de criatividade. Escrevi o início de diversos artigos, esperando que em algum momento teria algum clique, mas não tive. Nada parecia certo.

Então, eu parei. Deixei para lá.


Em vez de me forçar e afundar naquilo, o que sei que teria me deixado frustrada e insatisfeita, eu desliguei meu laptop. Fiz um pouco de yoga e assisti Netflix.

Eu preciso admitir que não fazer tudo que pretendi fazer me fez sentir-me um pouco preguiçosa, e como se eu tivesse desperdiçado meu tempo precioso. Mas havia outra, mais proeminente, parte de mim que sabia melhor.


Eu precisava de uma pausa, de um tempo.

Tantos de nós parecemos ser bons em nos pressionarmos e totalmente incapazes de aceitar que teremos momentos vulneráveis. Nos convencemos que deve haver algo faltando em nós se somos incapazes de atingir cada expectative que estabelecemos.

Parece necessário um imenso esforço focado para entregar-se e diminuir. É como se precisássemos batalhar para sermos capazes de nos mostrarmos ternos e auto-compassivos, porque em algum momento nós decidimos que teríamos que estar acima disso.


Nos últimos dias, vinha sentindo um anseio desesperado por lentidão e gentileza – um chamado que vinha de um lugar além da minha consciência, minha mente pensante.

Eu estou emocionalmente exausta e tensa, e mesmo quando eu durmo à noite toda, eu acordo me sentindo cansada e fatigada. E, apesar de pegar relativamente leve com exercícios adequeados, eu me percebo dura, tensa e toda dolorida.

Eu percebi que não posso me forçar assim. Eu preciso libertar as expectativas da minha mente e entrar no como me sinto. Preciso me entregar à parte de mim que está implorando por quietude e calma – a voz silenciosa dentro de mim implorando por descanso.


Aprender como desacelerar pode ser difícil, porque viemos de um mundo que enfatiza e prioriza trabalho duro e conquistas, e que pode nos fazer sentir que precisamos estar em um perpétuo movimento para a frente.

É preciso coragem para sermos gentis conosco, porque isto frequentemente parece muito estranho. Enquanto nós, certamente, teremos dias em que nos sentimos implacáveis, também precisamos encontrar um jeito de permitir os momentos em que nos sentimos cansados e fracos.


Ésta tudo bem em não ter tudo direitinho o tempo todo. Está tudo bem em ter dias em que a vida parece fora de controle, quando nos sentimos perdidos, e quando sabemos que não podemos fazer todas (ou qualquer) as coisas que inicialmente esperamos. Está tudo bem em sentir o que quer que sinta – nós só precisamos nos permitir sentir.


Nós podemos fluir melhor na vida, mas temos que ser capazes de mudar com o movimento, em vez de briga com a corrente. Podemos viver a vida com leveza e graça, mas precisamos liberar nossa insistência na rigidez. É difícil. Eu sei, porque eu trabalho nisso todo santo dia, e algo que tenho praticado há anos. Eu creço na ordem e estrutura e encontro conforto no previsível e esperado. Eu tendo a me apegar à rotinas e acho difícil quebrá-las. Eu me revelo ao ter controle, e difícil para mim renunciá-lo.


Mas a rigidez, enquanto garante uma certa sensação de segurança, é na verdade bem limitante. Nos desliga da interação com a vida no momento. Nos bloqueia dos nossos sentimentos e nos afasta de nossa intuição. Nos impede de reagir espontaneamente às inevitáveis flutuações da vida. Nos tornamos desconectados daquela parte nossa que sabe, em cada momento, o que realmente precisamos.

Também é válido notar que uma coisa é notar o que precisamos, e outra totalmente diferente é decider escutar, aceitar o que precisamos, e então estar bem com o fato de que estamos aceitando-o. Nos frequentemente sentiremos o impulso de desacelerar mas nos forçaremos nosso jeito de qualquer maneira. A vida é sobre desafio, e crescimento, e nos mover para sermos melhores, mas também é sobre entrega, e alegria, e sobre descobrir formas de seguir através das partes difíceis com um toque de leveza.


Com um pouco de auto investigação e uma intenção de praticar sentir o momento, podemos aprender como discernir entre os dois. Só precisamos ter vontade de tentar, e então permitir que o que quer que seja, seja suficiente.

Na noite passada, eu precisava de descanso. Hoje eu também precisava. Eu não sei como me sentirei amanhã, mas estou aberta para me permitir descobrir.


Author: Lisa Erickson (traduzido por mim, Tati Lopes)


Onde eu não posso ser eu, prefiro não estar... Wherever I cannot be myself, I'd rather not be there...

I felt blocked...

I felt uninspired by the thoughts in my head and bored with the words I was typing.

I tried to push through my lack of creativity. I wrote the beginnings of several different articles, hoping that at some point something would click, but it didn’t. Nothing felt right.

So, I stopped. I let go.


Instead of forcing myself to barrel through, which I knew would have left me feeling frustrated and unsatisfied, I shut my laptop. I did a little bit of yoga and watched Netflix.

I must admit that not accomplishing everything I’d intended to do made me feel a little bit lazy, and like I’d wasted precious time. But there was another, more prominent, part of me that knew better.


I needed a break.

So many of us seem to be good at putting pressure on ourselves and utterly unable to accept that we will have vulnerable moments. We convince ourselves that there must be something lacking within us if we are unable to meet every expectation we’ve set.

It seems to take an immense amount of focused effort to surrender and slow down. It’s as if we need to work to be able to show ourselves tenderness and self-compassion, because somewhere along the line we decided that we should be above it.


Over the last few days, I’ve been feeling a desperate yearning for slowness and gentleness—a call that’s coming from a place beyond my conscious, thinking mind.

I am emotionally exhausted and tense, and even when I sleep through the night, I wake up feeling tired and fatigued. And, despite taking it relatively easy exercise-wise, I find myself feeling stiff, tight, and sore all over.

I’ve realized that I cannot push my way through this. I need to release the expectations of my mind and move into how I feel. I need to surrender to the part of myself that is imploring for quiet and calm—the silent voice within me pleading for rest. 


Learning how to slow down can be difficult, because we come from a world that emphasizes and prioritizes hard work and achievement, and that can make us feel like we must be in perpetual forward motion.

It takes courage to be soft with ourselves, because it often feels so unfamiliar.

While we will certainly have days where we feel unstoppable, we also need to find a way to allow for the moments when we feel tired and weak.


It is okay to not have it totally together all the time. It is okay to have days where life feels out of control, where we feel lost, and where we know that we cannot possibly do all (or any) of the things we’d originally expected.

It is okay to feel however we feel—we just need to give ourselves permission to feel it.


We can flow more fluidly with life, but we have to be able to shift with the movement, instead of fighting the current. We can live our lives with ease and grace, but we need to release our insistence upon rigidity. 

It’s hard. I know, because I work on it every single day, and it’s something I’ve been practicing for years. I thrive on order and structure and I find comfort in the predictable and the expected. I tend to bind myself to routines and find it difficult to break them. I revel in having control, and it’s difficult for me to relinquish it.


But rigidity, while providing a certain sense of security, is actually quite limiting. It shuts us off from interacting with life in the moment. It blocks us from our feelings and turns us away from our intuition. It prevents us from reacting spontaneously with the inevitable fluctuations of life.

We become disconnected from that part of us that knows in every moment what we truly need.

It is also worth noting that it’s one thing to notice what we need, and something else entirely to make the decision to listen to it, accept it, and then be okay with the fact that we are accepting it. We will often feel the impulse to slow down but force our way through anyway.

Life is about challenge, and growth, and pushing ourselves to be better, but it is also about surrender, and joy, and discovering ways to move through the hard parts with a touch of lightness.


With a bit of self-inquiry and an intention to practice feeling into the moment, we can learn how to discern between the two.

We just need to be willing to try, and then allow whatever we find to be enough.

Last night, I needed rest. Today I needed it too.

I don’t how I’ll feel tomorrow, but I’m open to letting myself figure it out.


Author: Lisa Erickson

39 views

​© 2018 Semeia Vida by Tatiana Lopes.