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Pais conscientes: o presente do não./ Mindful Parenting: the Gift of No.

Updated: Nov 28, 2018


Uma cena que tenho visto com frequência no trabalho com famílias é adolescente pedindo permissão para algo aos pais.

Quando eles dizem ‘NÃO’, ele(a) responde com lágrimas, ameaças e distanciamento emocional.

Como testemunha destas interações, eu, inevitavelmente, vejo os pais se contorcerem em seus assentos. Eles começam a se questionar, e esse questionamento se torna um impulso ameaçador para os pais administrarem. Estou no meu assento neste momento – será que a mãe e o pai vão manter o limite?

É inegável: dizer não é difícil.

Ainda que pais peçam a suas crianças para dizer não a um monte de coisas – drogas, alcool, sexo, amizades não saudáveis, e as várias tentações adolescentes. Se você quer seu filho confortável mostrando decisão nestes momentos, você precisa usar o ‘não’ de modelo em casa.

Mas, Por que dizer não é tão difícil?

Uma das maiores ameaças que eu vejo é não ser capaz de tolerar a dor do seu filho. A reação emocional dele(a) pode parecer tão intensa e ingovernável que o desejo de resgatá-lo(a) das suas próprias emoções se torna avassalador.

No entanto, resgatá-lo(a) dos seus sentimentos o(a) ensina que ele(a) é incapaz, e que há atalhos para lidar com a vida. O resgate é na verdade uma ameaça muito maior ao bem Ser/estar do seu filho, já que estabelece padrões de direito e enfrentamento viciantes.

A abordagem mais apropriada nestes momentos de ameaça é a prática de escutar com compaixão. Escute o choro do seu filho(a), sua reação, e o(a) deixe falar sobre seus medos. Sua quietude nestes momentos cria um ‘local’ seguro onde seu filho(a) pode falar sem interrupção.

Quando ele(a) está angustiado(a), a coisa mais importante não está no seu ‘fazer’, está no seu ‘Ser’. Você é a testemunha amorosa. Quando seu filho se aquietar, então é a oportunidade perfeita para validar suas emoções: “Posso ver porque isso é uma situação tão difícil para você.”

Pais são frequentemente colocados entre duas coisas pelos filhos. “Se você não me deixar chegar mais tarde, vou perder todos os meus amigos, vou ficar deprimido denovo, e vai ser tudo sua culpa.”

Isso mesmo! Essa ‘sinuca de bico’ pode te fazer sentir-se emocionalmente um refém. Você acha que o único jeito de sair disso é ceder. Porém, ceder coloca seu filho(a) no topo da hierarquia de poder em casa. Colocar seu adolescente (com o seu cérebro ainda em desenvolvimento) em uma posição de poder o(a) estabelece em um ‘papel de pai/responsável’, quando há falta de experiência para ele(a) estar lá. Mesmo que ele(a) te envie mensagens de que não quer isso, o que ele(a) mais precisa é da sua liderança em casa.

A abordagem adequada durante a ‘sinuca de bico’ é calmamente apontar o padrão, e então reforçar escolhas, a resiliência.

“Quando você diz essas coisas, parece que está me colocando na posição de responsável pelo seu humor e vida social.”

“O que você aprendeu sobre lidar com seus sentimentos que poderia ajudar agora?”

“Poderia perguntar aos seus amigos se eles gostariam de encontrar-se mais cedo?”

Mesmo que você não tenha uma resposta mágica do seu adolescente, estará ajudando-o(a) a desenvolver consciência dos seus padrões de comunicação, e a cultivar pensamento flexivel.

Você pode se sentir esgotado!

Seu filho(a) pode te importunar até que você não aguente mais e lhe dê o que ele(a) quer. Ou, te encontra em um momento inoportuno (você acabou de chegar do trabalho, está no meio de um trabalho, ou mesmo distraído) e vislumbra a oportunidade. Ou, se aproxima com urgência, exigindo resposta agora. Há de fato algo a ser dito a respeito do tempo.

A abordagem apropriada é conscientemente diminuir o ritmo nestes momentos. Você pode fazer isso desenvolvendo uma espécie de mantra:

“Eu entendo que isso é importante para você e eu preciso de tempo para pensar nesta decisão.”

Repita, repita e repita!

Use o acrônimo FNSC para se ‘checar’ antes de tomar decisões de ‘pais’. “Estou Faminto, Nervoso, Solitário, ou Cansado?” Se sua resposta for sim para qualquer uma das questões, pratique o quesito de autocuidado que vai te restaurar o equilíbrio antes de dar uma resposta. Se dê permissão de não decidir no ‘modo sobrevivência’ lembrando-se que a maioria dos pedidos do seu filho(a) não são questões de vida ou morte.

Você teme perder o relacionamento com ele(a). Você pode já ter um tênue relacionamento. Principalmente durante a adolescência, seu filho está se diferenciando, ou explorando sua própria independência com relação aos pais. Embora isso seja algo normal (e saudável) no desenvolvimento da família, os pais frequentemente sentem a perda da proximidade e camaradagem que compartilhavam com seu filho(a). E enquanto ele(a) empurra você para longe, você teme que desta vez um ‘não’ pode ser o último fio.

Quase ironicamente, dizer um ‘não’ consistente, quando necessário, ajuda a criar um relacionamente seguro entre você e seu filho(a). Quando ele(a) sabe o que prever, se sente seguro(a).

Em um momento quieto sozinho(a) ou com o outro ‘pai’ (responsável), começa a olhar os ‘nãos negociáveis’, as áreas da sua educação como ‘pai’ onde o ‘não’ é firme. (pense nas questões de segurança).

Em seguida, olhar para os privilégios para os quais anteriormente você disse não. Seu filho(a) ganhou confiança ao fazer escolhas mais saudáveis e maduras? Se sim, compense sua consistência e amadurecimento.

Finalmente, olhe as luzes verdes. Quais são as partes da vida dele(a) que você pode deixar de administrar? Permita que ele(a) tenha espaço para ser ele(a) mesmo(a), desapegando-se das coisas pequenas. Quando seus limites se tornam sérios e consistentes, você cria um sentimento de confiança que ajudará ao longo de todo o relacionamento com seu filho(a). Enquanto trabalha com sua própria resistência em dizer ‘não’, você desenvolverá um entendimento e compaixão mais profundos com as dificuldades que seu filho(a) possa ter para dizer não. Há tanto potencial para o ‘não’ ser um conector, experiência vulnerável na vida familiar. Quando você consegue reformular o não como um presente, ele realmente se torna um ato de Amor.

Por que o Não é um presente:

>> Ensina seu filho a respeitar limites, estabelecendo-os para relacionamentos equilibrados e saudáveis.

>> Eles aprendem como são capazes de tolerar desconforto, permitindo-os quebrar os padrões de direito e vício.

>> Você aprende a tolerar o desconforto de ver seu filho angustiado, sem ter que resolver, controlar ou consertar.

>> É um de muitos jeitos importantes de convidar seu filho a te ver como uma pessoa.

>> ‘Não’ ainda convida à escolha.

>> ‘Não’ mostra onde seu filho realmente está.

>> É uma oportunidade de ganhar confiança.

>> Você aprende a honrar sua intuição e começar a acreditar mais em si.

>> ‘Não’ na vida familiar ensina que podemos discordar e ainda assim manter relacionamentos de Amor.

>> Seu filho aprende o poder de usar esta palavra em sua própria vida. ‘Não’ protege, regula o ritmo, empodera, filtra através dos relacionamentos certos, e é parte essencial da construção do autorrespeito. Seu Sim se torna mais doce e apreciado, porque foi honrado pelo não.

Author: Rebekah Tayebi (traduzido por mim: Tati)



We are here to guide them, so they get strong to walk on their own legs... Estamos aqui para guiá-los., para que andem fortes com as próprias pernas. (Tati)


A scene I have often encountered in family work is a teenager asking permission for something from her parents.

When they say, “No,” she responds with tears, threats, and emotional distancing.

As I witness these interactions, I inevitably watch parents squirm in their seats. They begin to question themselves, and caving in becomes a menacing parenting impulse to manage. I’m on the edge of my seat at this point—will mom and dad hold the boundary?

It’s undeniable: saying no is hard.

Yet parents ask their kids to say no to a lot of things—drugs, alcohol, sex, unhealthy friendships, and all the various adolescent temptations. If you want your child to be comfortable showing up with resolution in these moments, you’ve got to model 'no' at home.

But, why is saying no so hard?

One of the biggest threats I see is not being able to tolerate your child’s pain. Her emotional reaction might feel so intense and unmanageable that the desire to rescue her from her emotions feels overpowering.

Yet, rescuing your child from her feelings teaches her that she is incapable, and that there are shortcuts to dealing with life. Rescuing is actually a bigger threat to your child’s well-being, as it sets up patterns of entitlement and addictive coping.

The skillful approach in these threatening moments is to practice compassionate listening. Listen to your child cry, react, and talk out her greatest fears. Your stillness in these moments creates a safe container where your child can speak without interruption.

When she is in distress, the most important thing is not in your doing, it is in your being. You are the loving witness. When your child has become quiet, that’s the perfect opportunity to validate her emotions: “I can see why this is such a hard situation for you.”

Parents are often placed in double binds by their children. “If you don’t let me have a later curfew, I’ll lose all my friends, get depressed again, and it will be all your fault.”

Yikes! The double bind can make you feel like an emotional hostage. You feel the only way out is to give in. Yet, giving in places your child at the top of the power hierarchy at home. Putting your teen (with her still developing brain) in a power position places her in a “parentified” role, when she lacks the life experience to reside there. As much as she sends you messages that she doesn’t want it, what she really needs is your leadership at home.

The skillful approach during the double bind is to calmly point out the pattern, and then highlight choices, resilience.

“When you say those things, it seems like you’re putting me in a position where I’m responsible for your mood and social life.”

“What have you learned about managing your feelings that could help now?”

“Could you ask your friends if they would be willing to meet up earlier?”

While you may not get a magical response from your teen, you are helping develop her awareness of her communication patterns, and cultivating flexible thinking.

You may feel worn out!

Your child badgers you until you can’t take it anymore, and give her what she wants. Or, she finds you at an inopportune moment (you just got back from work, you are in the middle of a task, or otherwise distracted) and seizes the opportunity.  Or, she approaches you with a sense of urgency, demanding an answer now. There really is something to be said for timing.

The skillful approach is to consciously slow down time in these moments. You can do that by developing a broken record mantra:

“I understand this is important to you and I need time to be thoughtful about this decision.”

Repeat, repeat, repeat!

Use the acronym, HALT to check in with yourself before making a parenting decision. “Am I hungry, angry, lonely, or tired?” If you answer yes to any of those questions, practice the requisite self-care that will restore you to balance before giving an answer. Give yourself permission not to parent out of “survival mode” by reminding yourself that most questions asked by your child are not a matter of life or death.

You fear you will lose the relationship with her. You may have an already tenuous relationship with your child. Particularly during adolescence, your child is differentiating herself, or exploring her independence from her parents. While this is a normal (and healthy) development in family life, parents often grieve the loss of closeness and camaraderie they once shared with their child. As she pushes against you, you fear that this time, no could be the last straw.

Almost ironically, saying no consistently, where it counts, helps build the secure relationship between you and your child. When she knows what to predict, she feels safe. In a quiet moment alone or with your co-parent, begin to look at the non-negotiables, the areas in your parenting where holding no is steadfast. (Think safety concerns).

Next, look at privileges you have previously said no to. Has your child earned trust by making healthier, more mature choices? If so, reward her consistency and growth.

Finally, look at the green lights. What are the pieces of her life you can let go of managing? Allow her the room to be herself by letting go of the small stuff. When your boundaries become thoughtful and consistent you create a sense of trust that will serve the longevity of your relationship with your child.

As you work with your own resistance to saying no, you will develop a deeper understanding and compassion for your child’s struggle in practicing no. There is so much potential for no to be a connective, vulnerable experience in family life.

When you can reframe no as a gift, it actually becomes an act of love.

Why No is a Gift:

>> It teaches your child how to respect limits, setting them up for healthier balanced relationships.

>> They learn how capable they are of tolerating discomfort, allowing them to break away from the patterns of entitlement and addiction.

>> You learn how to tolerate the discomfort of watching your child in distress, without having to manage, control, or fix.

>> It is one of several important ways you invite your child to see you as a person.

>> No still invites choice.

>> No shows you where your child’s really at.

>> It is an opportunity to earn trust.

>> You learn to honor your intuition and begin trusting in yourself more.

>> No in family life teaches that we can disagree and still maintain loving relationships.

>> Your child learns the power of using this word in her own life. No protects, paces, empowers, filters through to the right relationships, and is an essential part of building self-respect.

Your yes becomes sweeter and more cherished, because it has been honored by the no.

Author: Rebekah Tayebi




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