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Procurando uma razão para estar grato hoje? / Looking for a reason to be grateful today?

Temos vivido de forma tão automática, esperando pelos resultados daquilo que fazemos, com tanta certeza e/ou expectativa, que é difícil prestar atenção nos detalhes. E por não prestarmos atenção às pequenas coisas, nos pegamos reclamando o tempo todo. Porque as coisas nunca estão perfeitas, ou melhor, como queremos, porque perfeição pode ser algo bastante relativo…

E se nos dissessem que não temos que nos preocupar com o resultado de nada? Que a expectativa é o caminho mais rápido e fácil para a frustração e o sofrimento? Que não importa o quanto planejemos, e o quanto nos esforcemos, o resultado será o necessário, e não o que queremos…

Pensando por um instante não é bom ler sobre isso, né?

Mas pensa mais um pouquinho antes de mudar o foco…

Não temos absolutamente nenhum controle sobre nenhum resultado do que fazemos, simplesmente porque há dezenas de variantes entre aquilo que fazemos, na hora em que fazemos, ou seja, a ação; e o seu efeito e também a hora em que ele se manifesta. Quem nunca se preparou para uma apresentação de trabalho, por exemplo, com tudo certinho e cronometrado, cada fala, todas as perguntas possíveis anotadas e respondidas, e na hora H, algo acontece e a apresentação toma outro rumo? Ou a apresentação corre do jeito planejado, e achamos que o trabalho está garantido, mas ele vai para outra equipe? Ou quando fazemos de tudo por um alguém e esse alguém sai do relacionamento? Muitos exemplos…

Estamos acostumados a fazer algo esperando resultados específicos ou ainda, esperando algo em troca. Em ambos os casos, a expectativa é a dona do terreno, e junto a ela sempre vêm suas filhas: ansiedade e frustração.

O que aconteceu com o ‘vou fazer porque gosto’? ou ‘vou fazer porque pode contribuir com a sociedade’? ou porque pode contribuir para o meu aprendizado e crescimento, seja pessoal, seja profissional? ou ‘se for bom para a maioria, que aconteça’?

Não é a intenção que conta?

Observe como transportamos este pensamento para tudo.

Quando pais, muitas vezes damos presentes, afagos etc quando os filhos fazem algo correto ou que nos agrada, e tiramos quando fazem algo no sentido contrário. Entende-se que nos utilizamos de algumas técnicas para que a criança perceba quando algo é adequado ou não, mas como geralmente extrapolamos esse comportamento, crianças, e nós, crescem(os) fazendo coisas para agradar aos outros e ser(mos) ‘premiados’ de alguma forma.

Então..., não devemos fazer coisas para agradar aos outros?

Sim!!

Mas porque queremos agradar, pelo prazer de agradar, e não por querermos algo em troca… inclusive porque mesmo com o desejo de agradar, podemos acabar desagradando. Não há garantias.

Outro exemplo…

Tiramos tudo que podemos da natureza, e começamos a pensar nela porque ela dá sinais de esgotamento, de cansaço, e ensaiamos cuidar dela de alguma forma, mas por quê?

Porque sem ela não podemos viver! Percebe a relação de empréstimo? De troca? Por que não tratá-la, e a tudo que há nela, com respeito, pois todos os seres tem tanto direito à existência quanto nós?… Ou pelo menos, por que não agradecermos por tudo que ela nos fornece amorosamente, e agir com sensatez?

Sempre procurando o objeto do nosso desejo, é assim que agimos. E os desejos mudam, por isso estamos sempre em busca, e nunca satisfeitos, logo, quase nunca realmente gratos…

Quando começamos a observar os detalhes, algo grande é modificado. Percebemos que o que importa não é só a intenção com que se faz algo e o processo da ação, mas a oportunidade de aprendizado, de crescimento e compartilhamento, de vida. A oportunidade de estar vivendo uma experiência, de estar compartilhando-a com outros, amar alguém por exemplo; e a oportunidade de ver outros satisfeitos e alegres como nós, e nos alegrarmos com isso.

Afinal, acordamos esta manhã não é mesmo?

Sabe aquela pergunta lá do início?

Se ainda estiver procurando uma razão…

—> Feche os olhos e respire! <—

Pronto! Já tem uma!!!

Beijinhos de Luz! <3

Tati


Seja grato! Comece pelas pequenas coisas... / Be grateful! Start with the small things...

We’ve been living in such an automatic way, waiting for the results of what we do, with such certainty and/or expectation, that it’s hard to pay attention to the details. And because we don’t pay attention to the little things, we’re caught up complaining all the time. Because things are never perfect, or better saying, as we want, because perfection is something that can be very relative…

What if we were told that we don’t have to worry about the results of anything? That expectation is the quickest and easiest way to frustration and sorrow? That it doesn’t matter how much we plan, and how much we work hard, the result will be the necessary one, and maybe not the one we want…

Thinking about it, it’s not good to read about this, is it?

But think a little bit more before changing the focus…

We have absolutely no control over any results of what we do, simply because there are lots of variables between what we do at the time we do it, that means, the action; and its effect and also the time it is manifested. Who has never got prepared to a presentation, for example, with everything right and timed, each word, speech, all possible questions written down and answered, and at the time, something happens, and the presentation ends up completely different? Or the presentation goes the way we wanted, and we think the job is granted, but then another team takes over? Or when we do everything for someone and this someone leaves the relationship? Many examples…

We’re used to doing something expecting for specific results to happen, or, waiting for something in return. In both cases, the expectation is the mother of the situation, and together with her 2 daughters come: anxiety and frustration.

What happened to the ‘I’m going to do it because I like it’? or, ‘I’m going to do it because it contributes to society’? or because it contributes to my learning and growth process, be it personal or professional; or ‘if it’s good for most, may it happen’?

Isn’t the intention that counts?

Notice how we bring this pattern to everything.

When parents, lots of times we give gifts, cuddles etc, when the children do something right or that please us, and, take them away when they do things in the opposite way. It’s understandable that we use some of these techniques, so the child learns when something is adequate or not, but as this behavior is usually overused, children, and us too, grow up doing things to please others and to be rewarded somehow.

So…, shouldn’t we do things to please others?

Yes!

But because we want to do it, to please for pleasing’s sake, and not because we want something in return… specially because sometimes, even though we want to please, we can end up doing the opposite. There are no guaranties.

Another example...

We take out everything we can from nature, and then start thinking of her because it’s giving signs of exhaustion, depletion, and we rehearse taking care of her somehow, but why?

Because without her we cannot live! Can you see the relationship of loan? Why not to treat her and everything that exists in her with respect, since all beings have the same rights to existence that we do?… or at least, why not to thank her for everything she gives us, lovingly, and act with common sense?

Always looking for the object of our desire, it’s how we act. And desires change, for that reason we’re always on the search, and never satisfied, so, hardly ever really grateful…

When we start to observe the details, something big changes. We realize that what matters isn’t only the intention with which we do something, and the process of doing it, but the opportunity of learning, growth and sharing, of life. The opportunity of living an experience, of being able to share it with others, to love someone for example; and the opportunity of seeing others satisfied and happy like us, and, be happy with that.

After all, we woke up this morning, didn’t we?

You know that question, there, in the beginning of this text?

If you’re still looking for a reason…

—> Close your eyes and Breathe! <—

Here it is! You’ve already got one!!!

Little kisses of Light! <3

Tati

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​© 2018 Semeia Vida by Tatiana Lopes.