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Quantos anos você tem? / How old are you?

Você leu certo. Já respondeu? Foi rápido, né?

Eu também… Mas acho que nunca mais responderei a tal pergunta de forma tão automática…

Há uns dias meus olhos cruzaram um pequenino texto, e apesar de refletir sobre este assunto diariamente, essa perspectiva ampliou, mais uma vez, meu jeito de ver as coisas, mais precisamente, a Vida; ou sua outra face, a Morte.

Diante da pergunta que entitula o texto, respondemos rapidamente com o número de anos que vivemos até o presente momento, correto? Mas, e se pensamos da seguinte forma: esse exato número de anos vividos, passaram, não existem mais, e por essa razão, não temos mais.

A resposta mais adequada a essa pergunta então seria:

NÃO SEI!

Sabemos quantos anos tivemos de vida, mas não sabemos quantos anos temos de vida. Ou seja, quantos ainda temos.

Veja bem, sei que muitos pensam que falar sobre isso parece mórbido, mas quando paramos para pensar que cada dia que acordamos é um dia a menos, e não um dia a mais, a vida ganha um valor completamente diferente.

Já parou para pensar que temos um propósito por aqui, e que somos agraciados com um tempo para realizá-lo? E que cada dia que acordamos é uma oportunidade de se (re)conectar com esse propósito? Caso ainda não tenhamos tido essa oportunidade…

Mas quando deixamos de lembrar que ‘no dia seguinte podemos não acordar’, a procrastinação rouba a cena, e passamos a deixar muita coisa que é importante para amanhã, e para depois… porque há a inadequada noção de que sempre há tempo.

No entanto, não há. Pelo menos, não aqui.

Cada dia que deixamos de abraçar aquela pessoa que amamos

Cada dia que deixamos de conversar com aquela pessoa com quem precisamos conversar

Cada dia que deixamos de ouvir aquela pessoa que precisa da nossa escuta

Cada dia que deixamos de fazer algo que nos deixa alegres, satisfeitos com a vida

Cada dia que deixamos de tentar realizar nossos sonhos

Cada dia que deixamos de dizer àqueles que amamos que os amamos

Cada dia que deixamos de nos despedir de quem amamos, mesmo que seja em um simples ‘Boa noite’

É um dia perdido… porque o amanhã pode, simplesmente, não chegar.

E se não chegar, tudo bem, tava na hora.

Mas quando a hora chega e a gente fez grande parte do que queria ter feito, e bem feito,

Os pingos estão is, os abraços foram dados, os ‘eu te amos’ foram recebidos, os perdões curaram e as memórias de quem fomos são as cicatrizes lindas que ficam.

Acho que dá para ter uma ideia das coisas que percebi… deu?

Se você, que teve a curiosidade de ler o texto e até o final, percebeu que ver por essa perspectiva te traz algo bom, um incentivo mesmo para a vida, compartilhe este texto… Caso opte por não compartilhar, tudo bem.

Mas me faz um favor?

Viva!! Lindamente, sem deixar o que é essencial para amanhã!

Tati Lopes - @semeiavida

Um indivíduo que teve sua clareza de mente ou consciência desperta, nunca mais volta ao ponto inicial… (parafraseando Einstein) | An individual who acquired clarity of mind or had his consciousness awaken will never return to his initial point… (paraphrasing Einstein)

You read it right. Did you answer it yet? Quick, right?

Me too… But I think I’ll never answer such question in such an automatic way again…

A few days ago, my eyes crossed a little text, and despite thinking about this subject daily, this perspective broadened, one more time, the way I see things, to be more precise, Life; or its other face, Death.

Before the question that gives this text a title, we quickly answer with the number of years we’ve lived till the present moment, right? But, what if we think like this? : this exact number of lived years are gone, they don’t exist anymore, and for that reason, we don’t have them anymore.

Then, the most adequate answer to that question would be:

I DON’T KNOW!

We know how many years of life we had, but we don’t know how many more we’ll have.

I know some of you might think that talking about this is kind of morbid, although when we pause to think that each day we wake up is one less day, and not one more, life gets a completely different value.

Have you ever stopped to think that we have a purpose here, and that we are gifted with a certain amount of time to perform it? And that each day we wake up is an opportunity of (re)connecting with that purpose? In case we haven’t gotten this opportunity yet…

But when we stop remembering that ‘next day we might not wake up’, procrastination steals the scene, and we start leaving lots of important things for tomorrow, or the day after… because there’s this inadequate notion that there’s always time.

However, there isn’t. At least not here.

Each day we don’t hug that person we love

Each day we don’t talk to that person who we need to talk to

Each day we don’t listen to that person that needs our listening

Each day we let go off doing something that makes us happy, satisfied with life

Each day we let go off trying to make our dreams come true

Each day we leave aside the ‘I love you’s to those we love

Each day we don’t say goodbye to those we love, even if it’s just in a simple ‘good night’

It’s a lost day… because tomorrow might, simply, not come.

And if it doesn’t come, that’s ok, it was time.

But when the time comes and we’ve done most part of what we wanted to do, and well done, the dots are on top of the i’s, the hugs were given, the ‘I love you’s were received, the ‘forgivenesses’ healed and the memories of who we were are the beautiful scars that stay.

I think it’s enough to have an idea of the things I’ve realized… isn’t it?

If you, who had the curiosity of reading this text till the end, realized that seeing through this perspective brings you something good, an incentive to life, share this text…

In case you choose not to, that’s fine.

But, can you do me a favor?

Live!! Beautifully, without leaving what is essential for tomorrow!

Tati Lopes - @semeiavida

Image by Gerd Altmann from Pixabay

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​© 2018 Semeia Vida by Tatiana Lopes.