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Seria legal parar essa ‘ginástica New Age’ para começarmos a prática de Yoga.

Espiritual? Físico?


O espiritual de que falo não tem nada a ver com cantar para este ou aquele deus, rezar por presentes, ou prostrar-se diante de uma deusa flexível ou um guru barbudo. O espiritual do qual falo tem a ver com qualidades mentais e emocionais específicas, cultivadas no coração e na mente, ambas no tapete de yoga, e (talvez ainda mais importante) quando saímos do tapete para nossas vidas normais.

A primeira destas qualidades essenciais é ahimsa. 


Ahimsa é a base da nossa prática de yoga.


A palavra sânscrita pode ser traduzida como sensibilidade ou não-violência. No tapete de yoga, se traduz como não fazer mal a nós mesmos. Enquanto nos movemos lentamente em uma postura de yoga, nosso corpo nos dá um retorno contínuo, informando-nos o que estamos sentindo e pensando.

Encorajar alunos a não pensar em yoga é um equívoco comum. Pensar é tão importante quanto sentir. O coração e a mente deveriam ser vistos como o sol e a lua.


A palavra hatha, se traduz como ha sendo o sol e tha significando lua, referindo-se aos aspectos masculinos e femininos dentro de cada um de nós. Hatha yoga é o caminho de cultivo do equilíbrio entre estes dois aspectos complementares do coração e da mente, do pensamento e do sentimento, do masculino e do feminino, do corpo e da alma.

Em uma postura de yoga, nós escutamos o retorno dos nossos pensamentos e sentimentos – eles são nossos guias de onde estamos, para onde podemos estar indo, e de onde estivemos. Nós escutamos, e discernimos baseados no que escutamos.

Nós discernimos entre o que parece correto e o que parece errado. Discernimos entre as reações boas e ruins. Nós julgamos o que nos nutre e acrescenta, e o que não nutre, ou nutre mal, e tira de nós.

Esta talvez seja a primeira vez que você lê que yoga é um processo de discriminação e julgamento. Porque houve um esforço razoável para sanear o yoga, para fazê-lo encaixar-se em uma caixa da Nova Era politicamente correta Ocidental.

Entretanto, o yoga vem de uma cultura diferente e antiga; se originou em uma cultura de consciência e sabedoria que julga o certo do/e o errado e discrimina entre o bom e o ruim.


Com que frequência este primeiro preceito de yoga, ahimsa, é ignorado devido à ambição? Com que frequência não nos importamos em nos machucar pela busca da flexibilidade e da força? A ambição e a mentalidade no pain no gain, emprestadas da psicologia esportiva, não têm lugar em uma prática de yoga baseada em ahimsa.


Uma postura de yoga é para curar, não para machucar.


Através da prática paciente no tapete de yoga, a sensibilidade e a não-violência tornam-se entranhadas em cada célula do nosso corpo, entranhadas em nosso ser. Então torna-se uma resposta programada natural tratar outras pessoas da mesma forma que aprendemos a nos tratar no tapete de yoga.

Na transferência orgânica do tapete para a vida diária, nós então somos capazes de discernir e negar os jogos de poder destrutivos nos quais nossa cultura nos condiciona a jogar. Nossos pensamentos, palavras e ações, recondicionadas e discernidas, tornam-se pacíficas, compassivas e nós não fazemos mal.

A paz em nossos corações e mentes irradia paz para outros corações e mentes, assim como o poder e sua expressão de empoderamento move outros a serem igualmente ou mais empoderados.

A velha ‘corrida de braços’ humana... Aonde esta corrida por poder vai acabar? Ela termina com você, em seus próprios coração e mente, no tapete de yoga e depois fora dele.


Yoga não é um método para empoderar o ego mas um caminho para renunciar ao ego.


Não obstante à proliferação do yoga porn e das mensagens descuidadas das lustrosas revistas de yoga, uma postura de yoga é uma prática pessoal para paz interna, não uma pose para performance pública e aprovação externa.

Frequentemente demais, a filosofia genuína do yoga é substituída pelas pálidas imitações da psicologia esportiva e de livros de auto-ajuda.

Yoga não é um método para estar no momento presente, mas uma forma de ver todos os momentos com igual valor inclusivamente, em vez de, preconceituosamente, promover o valor de um momento exclusivamente.


Sem estes autênticos preceitos de yoga para nos orientar, a antiga e mágica prática de yoga torna-se um pouco mais que ginástica vestida em roupas de imperador New Age– e a oportunidade para os milagres reais do yoga se manifestarem em nossas vidas se perde.

O yogi super forte, hiper flexível e habitualmente insatisfeito é comum, mas um yogi verdadeiramente gentil, generoso, e pleno continua uma espécierara.

Com a prática sincera de ahimsa no tapete e fora dele, você pode, verdadeiramente, ser a mudança que você quer ver no mundo.


Que você seja guiado pela sua luz interna! _/\_


'If you don't know where your yoga practice is taking you, you may not be going anywhere useful! The why of your practice is as important as the what'. 'Se você não sabe aonde sua prática de yoga está te levando, você pode não estar indo a algum lugar útil! O porquê da sua prática é tão importante quanto o quê'. (A.G. Mohan)

It would be nice to stop this New Age Gymnastics to Start Practicing Yoga.


Spiritual? Physical?


The spiritual I speak of is not concerned with chanting to this god or that, praying for gifts, or prostration before a bendy goddess or bearded guru.

The spiritual I speak of is concerned with specific mental and emotional qualities, cultivated in the heart and mind, both on the yoga mat, and (maybe even more important these days) when we move off the mat and into our regular lives.

The first of these essential qualities is ahimsa. 


Ahimsa is the foundation of our yoga practice.


The Sanskrit word can be translated as sensitivity or nonviolence. On the yoga mat, this translates as doing no harm to ourselves. As we move slowly into a yoga posture, our body is continually giving us feedback, informing us what we are feeling and thinking.

Encouraging students not to think in yoga is a common mistake. Thinking is just as important as feeling. The heart and mind should be viewed like the sun and moon.


The word hatha, translates as ha meaning sun, and tha meaning moon, referring to the masculine and feminine aspects within each of us. Hatha yoga is the path of cultivating balance between these complementing aspects of heart and mind, thought and feeling, masculine and feminine, body and soul.

In a yoga posture we listen to the feedback of our thoughts and feelings—they are our guide to where we are, where we might be going, and where we have been. We listen, and discern from what we hear.

We discern between what feels right and what feels wrong. We discriminate between the good reactions and the bad. We judge what nourishes and gives to us, and what is malnourished and takes from us.

This may be the first time you have read that yoga is a process of discrimination and judgment. Because there has been a concerted effort to sanitize yoga, to make it fit into a New Age, politically correct Western box.

However, yoga comes from a different and ancient culture; it originates from a culture of consciousness and wisdom that judges right from/and wrong and discriminates between good and bad.


It is wrong to harm yourself in yoga, it is good to practice sensitivity in yoga.

How often this first yoga precept of ahimsa is ignored in the face of ambition? How often are we willing to hurt ourselves in the pursuit of flexibility and strength? The ambition and the no pain no gain mentality borrowed from sports psychology has no place in a yoga practice founded in ahimsa.


A yoga posture is meant to heal, not to harm.


Through patient practice on the yoga mat, sensitivity and nonviolence become ingrained in every cell in our body, ingrained in our very being. It then becomes a naturally programmed response to treat other people just as we have learned to treat ourselves on the yoga mat.

In the organic transfer from yoga mat to everyday life, we are then able to discern and deny the destructive power games our culture conditions us to play. Our reconditioned and discerning thoughts, words, and actions become peaceful, compassionate, and we do no harm.

Peace in our hearts and minds radiates peace to other hearts and minds, just as surely as power and its expression of empowerment moves others to be equally or more empowered.

The age-old human arms race... Where will this arms race for power end? It ends with you, in your own heart and mind, on the yoga mat and then off it.


Yoga is not a method to empower the self but rather a path to surrender the self.


Despite the proliferation of yoga porn and the mindless messaging from glossy yoga magazines, a yoga posture is a personal practice for inner peace, not a pose for public performance and external approval.

Too often, genuine yoga philosophy is substituted with the pale imitations of sports psychology and self-help book psychobabble.

Yoga is not a method to be in the present moment, but rather a way of seeing all moments with equal value inclusively, rather than prejudiciously promoting the value of one moment exclusively.


Without these authentic yoga precepts to guide us, the ancient and magical practice of yoga becomes little more than gymnastics dressed up in the emperor’s New Age clothes—and the opportunity for the real miracles of yoga to manifest in our lives is lost.

The super strong, hyper flexible and habitually dissatisfied yogin is commonplace, but the genuinely gentle, generous, and fulfilled yogin remains a rare species.

With the heartfelt practice of ahimsa on and off the yoga mat, you can truly be the change you want to see in the world.


May you be guided by your inner light! _/\_

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​© 2018 Semeia Vida by Tatiana Lopes.